------------------------------------- MISSIONÁRIOS DA LUZ LAR em português de hoje em dia Pelo espírito André Luiz - Série Nosso Lar Psicografado por Chico Xavier (Francisco Cândido Xavier) Adaptado por Maisa Intelisano - http://colunas.voadores.com.br/maisa Este projeto visa uma maior popularização e compreensão da mensagem de André Luiz Divulgado pela lista voadores: http://lista.voadores.com.br ------------------------------------- 12 PREPARANDO EXPERIÊNCIAS Alexandre e eu já estávamos voltando ao nosso local de trabalho, quando um elevado companheiro procurou o instrutor, cumprimentando-me com atenção e carinho. - Não vou demorar – disse ele a Alexandre, que o ouvia interessado. – Não tenho muito tempo para conversar. E mudando a expressão, perguntou: - Lembra-se de Segismundo, nosso velho amigo? - Claro! – respondeu o instrutor. – Nós dois lhe devemos muitos favores. - Pois então,– falou novamente o visitante – ele precisa de ajuda urgente. Sei que você não é especialista em processos de reencarnação, mas resolvi apelar aos amigos. Fez pequena pausa e continuou: - Você sabe que, apesar da grande generosidade, nosso amigo tem compromissos muito sérios do passado. - Sim, claro, - respondeu Alexandre – lembro-me bem de sua história. - Segismundo está para reencarnar – continuou o outro. – Sua situação pede esta providência e não podemos perder a oportunidade de encaminhá-lo às experiências necessárias. Como sabe, Raquel, a mulher que ele comprometeu, quando ainda éramos todos muito lilgados, e Adelino, o marido que ele matou por causa dela, já estão reencarnados há bastante tempo e, há quatro anos, voltaram a se casar. Tudo está preparado para que Segismundo volte à companhia deles, a fim de aliviar o coração. Conforme a permissão de nossos superiores, ele será o segundo filho do casal. No entanto, estamos tendo muitas dificuldades na reaproximação. Adelino, seu futuro pai, infelizmente, o repele com energia, assim que pega no sono, agindo contra os nossos maiores esforços de harmonização. Sendo assim, o trabalho de preparação da nova encarnação tem sido muito desagradável e demorado. - E Segismundo? – perguntou Alexandre, preocupado. – Como se comporta? Herculano, o novo companheiro, disse, preocupado: - No início, estava mais animado, mas agora que o antigo rival lhe envia pensamentos de ódio e ciúme, esquecendo-se dos compromissos assumidos antes de reencarnar, sente-se novamente desanimado e sem forças para corrigir o erro. Outras vezes, enche-se de profunda revolta e, nesse estado, não nos permite ajudá-lo de forma eficiente. Herculano fez uma pausa rápida e pediu: - Você não poderia nos ajudar neste processo de reencarnação? Lembro-me que era amigo dos dois. Quem sabe, com a sua ajuda carinhosa, não conseguiríamos convencer Adelino? - Conte comigo, - respondeu o instrutor – farei o que estiver ao meu alcance para que esta oportunidade não seja desperdiçada. Vendo o sorriso de satisfação do outro, Alexandre concluiu: - Na semana que vem, encontro você para conversarmos mentalmente com Adelino e resolvermos o problema da reaproximação. Vamos confiar na ajuda de Deus. Herculano agradeceu e despediu-se, comovido. A sós com o instrutor, comecei a pensar na possibilidade de também ajudar no caso. Nunca havia tido a oportunidade de acompanhar, de perto, um processo de reencarnação, estudando os aspectos espirituais que interferem na embriologia. Não seria interessante se eu pudesse aproveitar a experiência? Com isso em mente, procurei Alexandre, sem falar diretamente de minhas intenções: - Estou surpreso com o pedido de hoje – disse. – Quando encarnado, não imaginava a variedade de tarefas atribuídas aos trabalhadores espirituais. Qualquer um ficaria espantando com a extensão dos serviços neste plano. - Sem dúvida, - respondeu ele, atencioso – há trabalhos de todos os tipos. O pedido de Herculano se refere a um dos aspectos mais importantes da felicidade humana: o da aproximação fraterna, do perdão mútuo, do plantio do amor, pela lei da reencarnação. Alexandre pensou um pouco e continuou: - O caso é típico. A história de Segismundo é complexa demais para ser contada em poucas palavras. Basta sabermos que ele, Adelino e Raquel são protagonistas de uma tragédia terrível, que aconteceu durante minha última encarnação. Todos foram vítimas. Adelino, do assassinato; Raquel, da prostituição; e Segismundo, do crime. Todos desencarnaram, cada um a seu tempo, sob intensa vibração de ódio e desespero, passando vários anos nas zonas inferiores. Mais tarde, por intercessão de amigos recuperados, o casal obteve permissão para voltar ao mundo, a fim de purificar os laços sentimentais e se reaproximar dos antigos inimigos. Mas, como quase sempre acontece, os heróis acabam fraquejando na hora de cumprir o que prometem, porque se apegam muito mais aos próprios desejos do que à compreensão da vontade de Deus. Já reencarnado, Adelino se nega a perdoar, usando, de forma equivocada, as lições do passado. Antes mesmo do reencarne do antigo criminoso, já se manifesta contrário a qualquer ajuda. Sempre o mesmo círculo vicioso: no plano espiritual, prometemos fidelidade e dedicação, mas, assim que nos instalamos no corpo físico, voltamos ao esquecimento espiritual, menosprezando as leis divinas. Alexandre calou-se, por alguns minutos, para, em seguida, continuar: - Mas eu vou tentar fazer com que se lembrem dos compromissos. Nesse meio tempo, percebendo que era uma boa ocasião, pedi: - Seria possível que eu o acompanhasse? Creio que seria muito proveitoso para mim. Talvez eu pudesse aprender coisas valiosas para o serviço ao próximo e para o meu próprio crescimento. Não sei por quanto tempo ainda poderemos estudar juntos e gostaria muito de aproveitar uma oportunidade como esta. Alexandre sorriu e falou: - Não tenho nada contra. No entanto, creio que não deveria acompanhar os trabalhos sem algum conhecimento prévio do assunto. Seja qual for a construção, não podemos prescindir da base. Temos bons amigos no Planejamento de Reencarnações, importante departamento de nossa colônia, diretamente relacionado às atividades do Esclarecimento. Alguns dias nesta instituição e você terá uma idéia aproximada do nosso trabalho, em casos como este. Grande parte das reencarnações na Terra se processa de forma padronizada para todos, no que se refere unicamente à evolução, mas há uma parte que não segue a mesma programação. À medida que o espírito evolui em cultura e conhecimento, e, portanto, em responsabilidade, o processo de reencarne é mais complexo, fugindo à média, como é lógico. Assim, as colônias espirituais mais elevadas mantêm serviços especiais para o reencarne de trabalhadores missionários. As explicações eram muito interessantes e importantes, e, percebendo o valor dos esclarecimentos para o meu próprio espírito, continuou: - Quando digo trabalhadores, não falo de companheiros completamente bons e recuperados, mas daqueles que já apresentam uma boa porção de qualidades superiores, rumo à completa vitória sobre as condições e influências mais grosseiras da vida. Em geral, como acontece conosco, são espíritos em débito, mas com considerável boa vontade, perseverança e sinceridade, o que lhes dá o direito de opinar sobre os aspectos de sua reencarnação, fugindo, assim, ao padrão geral. Claro que, nem sempre, essas interferências representam situações agradáveis no futuro. Os serviços de recuperação são realmente enormes. E, querendo que meu espírito gravasse, profundamente, a noção de responsabilidade, prosseguiu, em tom mais sério: - O fracasso é também uma questão de aprendizado e o mal indica sempre algum desequilíbrio, exigindo restauração e correção. A evolução nos confere poder, mas perdemos muito tempo aprendendo a usá-lo de forma harmoniosa. A racionalidade é um recurso importante para a aquisição de conhecimento. No entanto, André, quase todos nós, trabalhadores da Terra, perdemos séculos na tarefa de iluminação íntima, porque não basta ter idéias e potenciais, é preciso ser responsável. Afinal, não seria justo alimentarmos apenas o intelecto, sem alcançarmos também a luz do amor. - É por isso que encarnamos tantas vezes! – exclamei, muito impressionado. - Sim, - continuou ele – temos necessidade da luta que corrige, renova, restaura e aperfeiçoa. A reencarnação é o meio e a educação espiritual é o fim. Por isso mesmo, enquanto há milhões que evoluem, existem milhões que se reeducam em aspectos específicos do sentimento, porque, embora já tenham alguns valores da vida, ainda lhes faltam outros não menos importantes. Percebendo minha dificuldade para entender plenamente o ensinamento, o instrutor continuou: - Jesus, inclusive, nos deixou ensinamentos sobre este assunto, quando afirmou que, se a nossa mão e os nossos olhos não forem bons, devem ser arrancados para entrarmos na vida. Devemos traduzir a linguagem literal pela simples interpretação espiritual. Se já fracassamos, muitas vezes, em posições de autoridade, riqueza, beleza física, inteligência, não seria lógico recebermos outra oportunidade, em condições idênticas, nos trabalhos de recuperação. Compreendi, claramente, onde Alexandre pretendia chegar. - É para regular serviços como esses que funciona, em nossa colônia, por exemplo, o Planejamento de Reencarnações, onde você terá oportunidade de receber valiosos ensinamentos. E no dia seguinte, como um pai dedicado, levou-me à instituição. O agitado instituto era composto de vários prédios e muitas instalações. Lindas árvores estavam dispostas em filas ao longo dos jardins, tornando a paisagem muito agradável. Percebi logo que a instituição era muito movimentada. Entidades isoladas ou em pequenos grupos íam e vinham, demonstrando profundo interesse no rosto. Pareciam não se preocupar conosco, porque, quando não passavam sozinhas, ao nosso lado, imersas em profundos pensamentos, iam em grupos simpáticos, em conversas discretas, muito importantes e interessantes, pelo que pude notar. Muitos desses companheiros traziam pequenos rolos de algo parecido com o papel terrestre, sobre os quais eu não tinha qualquer informação, até o momento. Mas Alexandre, como sempre, veio em meu socorro, explicando pacientemente: - As entidades que vemos são trabalhadores deste plano, interessados em reencarnações próximas. Nem todos estão diretamente interessados nisso, já que grande parte deles está em trabalho de intercessão, em busca de ajuda para amigos pessoais. Os rolos brancos que levam são pequenos mapas de corpos físicos, elaborados por orientadores espirituais, especializados em conhecimentos biológicos da vida na Terra. Conforme o grau de adiantamento do futuro reencarnante, e de acordo com a tarefa que desenvolverá no corpo físico, é necessário fazer planos adequados aos seus objetivos, - E a lei de hereditariedade? – perguntei. - Funciona da mesma forma para todos os seres em evolução, mas sofre, naturalmente, a influência daqueles que já conquistaram qualidades elevadas no ambiente geral. Além disso, quando o reencarnante tem merecimento para os serviços de intercessão, as mentes mais elevadas podem promover determinadas modificações na matéria, desde os primeiros momentos do embrião, gerando alterações favoráveis ao trabalho de crescimento. A essa altura da conversa, Alexandre me convidou a entrar. Em seguida, estávamos nas grandes salas do edifício principal, onde um dos muitos amigos do instrutor veio nos atender. Alexandre apresentou-me ao assistente Josino e logo esclareceu o motivo da visita. Desejava que eu pudesse visitar a instituição de planejamento, quantas vezes fossem possíveis durante a semana, tendo em vista minha necessidade de obter informações seguras sobre os trabalhos de auxílio às reencarnações. Josino comprometeu-se a me ajudar com a maior boa vontade, dizendo que me levaria a colegas dele, para que não faltasse qualquer detalhe; falaria de suas próprias experiências, para que eu pudesse tirar o maior proveito delas; e, por fim, naquilo que estivesse ao seu alcance, me orientaria no aprendizado. Sentia-me muito feliz, não só pela recepção carinhosa, como também pelo ambiente educativo. Não muito longe de nós, em pedestais iluminados, estavam duas magníficas estátuas, representando os corpos masculino e feminino, de uma beleza anatomicamente perfeita, não só da forma, em si, mas também de todos os órgãos e glândulas. Ligados à eletricidade, os dois corpos pareciam ter vida e calor, exibindo uma aura luminosa, como os homens e mulheres mais evoluídos na Terra. Percebendo minha admiração, Alexandre sorriu e disse a Josino, de modo que eu também pudesse ouvir: - Talvez André não tenha idéia exata do respeito e gratidão que sentimos pelo corpo físico. - Na verdade, não sabia, até o momento, que o corpo carnal fosse, entre os desencarnados, objeto de tantos cuidados. Não imaginava que a nossa colônia contasse com uma instituição dessas. - E por quê não, André? – disse Josino, com carinho. – O corpo físico na Terra é uma bênção divina. É uma grande obra da sabedoria de Deus, em cujo aperfeiçoamento temos a felicidade de colaborar. Quanto devemos ao corpo físico pelos milhares de anos de serviço em favor de nossa evolução espiritual? Nunca seremos capazes de quitar tal dívida. E olhando as estátuas que me deslubravam, acrescentou: - Todo o nosso cuidado nos serviços de reencarnação ainda é pouco em relação ao que deveríamos realizar para o aprimoramento orgânico. Embora inseguro, decidi perguntar: - Todas as colônias superiores dispõem de instituições como esta? Foi Alexandre quem respondeu, com a delicadeza de sempre: - Em todas as colônias mais elevadas, estas tarefas são desempenhadas com grande carinho. O auxílio na reencarnação de companheiros expressa o nosso reconhecimento ao corpo físico, que tem nos proporcionado tantos benefícios, ao longo do tempo. Então, lembrei-me que meu pai terreno, um dia, voltou à Terra, saindo de regiões bastante densas, e perguntei: - E aqueles que voltam ao mundo, partindo de regiões inferiores? Recebem a mesma ajuda? Querendo demonstrar minha sinceridade, acrescentei: - Meu pai, na última encarnação, voltou, há algum tempo, ao plano espiritual, em condições bem difíceis... Alexandre interrompeu minha frase, dizendo: - Entendo. Se ele já tinha algum esclarecimento, mesmo sem ter luz, estava em situação de fracasso e não deve ter reencarnado sem algum trabalho de intercessão e ajuda de entes queridos do nosso plano. Nesse caso, deve ter recebido o auxílio de companheiros mais elevados, que devem ter endossado suas promessas de serviço regenerador. Mas se ele estava em experiência puramente evolutiva, circunstância na qual não teria voltado em condições difíceis, naturalmente recebeu a ajuda dos trabalhadores espirituais que atuam na Crosta, na execução dos serviços de reencarnação. Tendo em vista os esclarecimentos, entendi as diferenças e fiquei mais tranqüilo. Fosse porque a conversa havia tocado em assunto pessoal mais delicado, ou porque queriam me deixar a sós com os meus pensamentos, Alexandre e Josino calaram-se, forçando-me a procurar outros assuntos de interesse para o meu aprendizado. Passei, então, a examinar, com mais atenção, os modelos humanos, não muito distantes de mim. Muito gentil, Josino colocou a mão no meu ombro e disse: - Aproxime-se das criações. Será muito bom para você observá-las mais de perto. Agradeci e me afastei deles, aproximando-me das figuras ali expostas. Parei para olhar o modelo masculino, que apresentava a mesma perfeição e harmonia de linhas de uma escultura grega antiga. Tinha a impressão de que o modelo, feito de substância luminosa, era a mais primorosa obra de anatomia que eu já havia examinado. Aquela figura humana estática tinha algo de divino. Fiquei surpreso ao notar os detalhes. Nunca havia visto tanta perfeição de minúcias fisiológicas. Toda a musculatura estava ali, representada por fibras brilhantes. Da cabeça aos pés, viam-se os fios de luz simbolizando as diversas regiões da musculatura em geral. No entanto, algumas fibras, como as que se localizavam na zona orbicular (1) das pálpebras, no triangular dos lábios (2), no grande peitoral (3), no pectíneo (4), nas saliências tenar e hipotenar (5) e até no extensor dos dedos (6), eram mais brilhantes. Da superfície, passei a um exame mais profundo, identificando a representação maravilhosa da circulação linfática (7) e sangüínea. Os órgãos estavam todos ali, vibrando em resposta a impulsos elétricos, para demonstrações educativas. Os vasos de sangue venoso eram de luz azul acinzentada e os de sangue arterial (8) apresentavam-se em luz vermelha. Surpreso, fiquei em silêncio, admirando a sabedoria divina que nos concede a incrível máquina física para nossas conquistas espirituais. Estava impressionado com a perfeita distribuição dos vasos ao redor do tronco celíaco (9), como se fossem pequenos rios de luz deslumbrante, destacando-se das veias cavas superior (10) e inferior (11), das jugulares externa (12) e interna (13), das artérias e veias auxiliares, da veia porta, das artérias esplênica (14) e mesentérica superior (15), da aorta descendente (16), dos vasos ilíacos (17) e dos gânglios da virilha (18). Logo acima, estava o sistema nervoso, como uma capa brilhante feita de fios muito finos de luz brilhante. A região do cérebro (19) parecia uma lâmpada em azul muito suave, cujo brilho se estendia diretamente ao cerebelo (20), descendo, em seguida, pela medula espinhal até o plexo sagrado (21), onde o foco brilhante ficava mais intenso, para suavizar-se, depois, no grande ciático (22). Passei a examinar o modelo feminino, também maravilhoso, concentrando minha atenção no sistema endócrino, disposto como constelação em meio aos órgãos. Desde a pineal, situada entre os hemisférios cerebrais, até o aparelho genital, as glândulas pareciam formar belo sistema luminoso de pequenos astros de vida, alinhados na vertical, como antena brilhante atraindo a luz que vem do alto. Cada glândula com sua forma específica, sua própria vibração, suas características particulares, diferenciando-se também na cor, embora todas recebessem, de algum modo, a luminosidade azulada da pineal, que mantinha, sob a sua influência magnética, todas as outras, desde a hipófise até os ovários, como uma estrela da vida, garantindo a coesão e a atividade da sua grande família de planetas e astros. Minha admiração não tinha limites. Mas é preciso confessar que minha surpresa foi muito mais além, quando observei o fluxo brilhante que emanava dos órgãos genitais, dispostos como minúsculo santuário cheio de luz. Ao notar minha expressão de dúvida, Alexandre logo esclareceu: - Na Terra, – disse ele, sorrindo, depois de se aproximar de mim, - no geral, ainda existe muita ignorância a respeito da função divina do sexo. No entanto, para nós que desejamos aproveitar as experiências, a paternidade e a maternidade físicas são sagradas. A capacidade de reprodução é divina também no homem. Para nós, o útero materno é a porta para a evolução. Muitas pessoas encarnadas, acreditam que o céu é símbolo de repouso e alegria sem fim, enquanto que, para nós, a vida física representa trabalho educativo e sadio. No entanto, não será possível alcançarmos os planos mais elevados sem a ajuda das forças reprodutoras do homem e da mulher combinadas. Entendi, por um novo ângulo, o caráter elevado das energias sexuais e pensei, com compaixão, em todos os encarnados que ainda não conseguiram alcançar este respeito e entendimento em relação aos órgãos reprodutores. Alexandre, no entanto, como se captasse todos os meus pensamentos, chamou-me a atenção, com carinho: - Não se apegue a qualquer lembrança menos construtiva. Aqueles que desvirtuam o sexo escrevendo, agindo ou falando, já são suficientemente infelizes por si mesmos. Gravei a lição e agradeci a nova experiência que começava. Alexandre se despediu, deixando-me naquela grande instituição de planejamento, onde Josino, ocupado com os seus próprios compromissos, deixou-me aos cuidados de Manassés, um dos encarregados dos serviços informativos da casa, o qual me recebeu com muito carinho. Logo percebi que o meu aprendizado ali começava muito bem. Manassés era um livro ambulante. Seus comentários e informações eram muito esclarecedores. Quando nos aproximamos dos pavilhões de desenho, onde vários trabalhadores traçavam planos para reencarnações especiais, Manassés foi procurado por um homem simpático, pedindo informações. Fomos apresentados. Era um colega que, depois de 15 anos de trabalho nos serviços de auxílio, reencarnaria para liqüidar algumas pendências. Ele parecia hesitar. Era possível notar seu receio e indecisão. - Não se deixe levar pelas impressões ruins – dizia Manassés a ele, animando-o. – Renascer não é assim tão complicado, mas, naturalmente, exige coragem e determinação. - É, - respondia o outro, um tanto triste - mas tenho receio de me complicar ainda mais, em vez de quitar os antigos compromissos. É muito difícil vencer na vida física com o esquecimento que sofremos ao reencarnarmos... - Mas seria muito mais difícil vencer lembrando de tudo – respondeu Manassés. Em seguida, acrescentou: - Se tivéssemos muitas virtudes e grandes realizações, não precisaríamos retormar as lições já vividas na carne. E como só temos feridas e fracassos para lembrar, vamos agradecer a bênção do esquecimento temporário que Deus nos concede. O outro se esforçou para sorrir e argumentou: - Gostaria muito de ser otimista como você. Vou reencarnar confiante na orientação dos amigos. E mudando o tom de voz, perguntou: - Sabe me dizer se o meu modelo está pronto? - Acho que já poderá procurá-lo amanhã – respondeu Manassés, animado. – Já fui ver o gráfico inicial e acho que você está de parabéns pelo defeito na perna. Com certeza, vai ser uma luta difícil, mas o resultado lhe fará bem. - Sim, - disse o outro, mais conformado – preciso me defender contra certas tendências inferiores e a perna doente me ajudará, dando-me boas preocupações. Será um antídoto contra a vaidade, um vigia contra a destruição causada pelo excesso de amor-próprio. - Muito bem! – respondeu Manassés, visivelmente otimista. - E você já sabe quanto tempo vou viver com este corpo? - 70 anos, no mínimo – respondeu o assistente, alegre. O outro mostrou-se reconhecido, enquanto Manassés continuava: - Pense na bênção recebida, Silvério, e, depois de tomar posse dela no plano físico, não me apareça aqui antes dos 70. Trate de aproveitar a oportunidade. Todos os seus amigos esperam que você volte à colônia na condição de “completista”. Silvério encheu-se de esperança, agradeceu e saiu. As últimas observações de Manassés deixaram-me curioso. Não me contive e perguntei, sem rodeios: - Manassés, o que significa a palavra “completista”. Ele sorriu e respondeu, bem-humorado: - É o título daqueles companheiros que aproveitaram bem todas as possibilidades que o corpo físico lhes oferecia. Em geral, quase todos nós, quando desencarnamos, perdemos oportunidades muito importantes, desperdiçando energias orgânicas. Andamos por lá, fazendo algo de útil para nós e os outros, mas, muitas vezes, desprezamos mais de 50% de nossas possibilidades. Em muitas ocasiões, ainda temos contra nós a agravante de termos movimentado as energias da vida em atividades doentias, que degradam a inteligência e endurecem o coração. Mas aqueles que se valem do corpo físico como operários fiéis, conquistam direitos muito valiosos em nosso plano. O “completista”, na qualidade de trabalhador leal e produtivo, pode escolher, à vontade, o futuro corpo, quando achar que já está na hora de reencarnar, ou recebe um corpo mais harmonioso para continuar suas tarefas, a caminho dos planos mais elevados de trabalho. Essa informação era uma grande revelação para mim. Nada mais justo que dotar o trabalhador fiel de recursos completos. E me lembrei dos desvios de todo tipo a que se entregam os homens, em todos os países, doutrinas e situações, comprometendo a própria evolução, criando laços de escravidão, apegando-se às situações passageiras do mundo, alimentando enganos e fantasias, destruindo o corpo e envenenando a alma. Com profunda admiração, respondi: - Tendo em vista o modo como os homens se apegam ao plano das sensações, é bom saber que há uma compensação para os raros que conseguem viver em equilíbrio espiritual, mesmo estando na carne. - Sim, - disse Manassés – por mais estranho que pareça, essas exceções existem. Geralmente, vêm para cá desconhecidos, sem fichas de propaganda na Terra, mas com imensa bagagem de espiritualidade superior. E dando a impressão de que queria me esclarecer mais a seu respeito, acrescentou: - Há muitos anos me esforço para alcançar a condição de “completista”. No entanto, ainda continuo em fase de preparação... Percebi que Manassés, tanto quanto eu mesmo, trazia uma bagagem repleta de lembranças infelizes sobre o uso do corpo físico em experiências passadas e procurei mudar de assunto: - Conhece algum “completista” que tenha reencarnado? – perguntei. - Sim. - Com certeza, – continuei, curioso – escolheu um organismo perfeito. Manassés fez um gesto e disse: - Apesar dos méritos, nenhum dos que tenho visto reencarnar escolheu um corpo externamente perfeito. Todos pediram saúde, preocupados com a resistência, o equilíbrio, a força e a durabilidade do corpo que deveriam utilizar, mas solicitaram medidas no sentido de diminuir, provisoriamente, o magnetismo pessoal, evitando aparência muito perfeita, de modo a esconder a beleza de suas almas, para garantir o sucesso em suas tarefas. Como a maioria dos encarnados vive pelo jogo das aparências, fazem isso para ocultar sua real condição, evitando ser sufocados pelas vibrações de inveja, despeito, antipatia gratuita e disputas sem razão. Sendo assim, os trabalhadores mais conscientes, na maioria das vezes, projetam corpos de aparência menos perfeita, fugindo, de antemão, do assédio das criaturas em desequilíbrio. Percebi a importância do esclarecimento e pensava na grandeza dos princípios espirituais que regem a encarnação, quando Manassés acrescentou: - As mentes imaturas, assim como as crianças encarnadas, brincam com o fogo das emoções, mas os espíritos mais amadurecidos, especialmente aqueles que alcançam a condição de “completistas”, abandonam toda experiência que possa desviá-los da vontade divina. Em seguida, convidado por Manassés, entrei num dos departamentos destinados aos trabalhos de desenho. Pequenas telas, com a figura de órgãos humanos, estavam dispostas em todos os cantos. Tinha a exata sensação de estar num grande centro de especialistas em anatomia, cercados por assistentes dedicados. Viam-se desenhos de membros, tecidos, glândulas, fibras, órgãos de todos os tipos e para todas as necessidades. - Como sabe, - disse Manassés, sério – no serviço de recapitulação ou de tarefas especializadas na Terra, o reencarne nunca pode ser comum. Para isso, trabalham aqui centenas de técnicos em Embriologia e Biologia Geral, a fim de orientar as futuras experiências individuais de companheiros que convivem conosco no esforço conjunto. Sentindo sincera admiração, observei os ténicos que trabalhavam atentamente, preparando o o futuro de muitos companheiros. Como era complexa a oportunidade de reencanar! Quantas atividades dos trabalhadores espirituais! Percebendo meu espanto, Manassés disse, resumindo: - Você sabe que os homens ainda selvagens ou semi-selvagens, embora usem os recursos da natureza, têm uma forma mais simples de construir suas casas. O homem mais adiantado, no entanto, faz uma planta antes de começar a construir. Apontando o movimento intenso do departamento, acrescentou sorrindo: - O que fazemos aqui nada mais é do que projetar futuras casas de carne. O corpo humano não deixa de ser a mais importante moradia que recebemos quando estamos na Terra. Não podemos esquecer que o próprio Jesus classificava o organismo físico como templo de Deus. Impressionado, seguia com atenção os trabalhos. Já íamos seguir em frente, quando uma companheira aproximou-se, cumprimentando-o com carinho. Ele respondeu com gentileza e a apresentou a mim: - Esta é uma das nossas mais corajosas trabalhadoras – disse Manassés. Ela sorriu, constrangida com a sinceridade do companheiro, e Manassés, com o otimismo que lhe era peculiar, prosseguiu: - Imagine que vai reencarnar, em breve, em tarefa de grande abnegação por quatro entidades que, há mais de 40 anos, se debatem no Umbral. - Não vejo nada demais nisso – disse ela, sorrindo. – Estou apenas cumprindo a minha obrigação. E olhando-me, tranqüila, acrescentou: - As mães que não concluíram a missão de amor que Deus lhes confiou junto aos filhos devem ser suficientemente fortes para retomar os trabalhos mal-feitos. Esse é o meu caso. Não há qualquer sacrifício onde existe apenas obrigação. Estava interessado na história daquela companheira simples e simpática e, por isso mesmo, me animei a perguntar: - Então, você vai voltar em breve? Seja como for, sua decisão demonstra grande devotamento e bondade. Não posso esquecer minha própria mãe, que voltou ao plano físico movida por sentimentos de compaixão. Notei que seus olhos se encheram de lágrimas, que não chegaram a cair, provavelmente emocionada com o meu comentário sincero. Ela me estendeu a mão e, demonstrando que não desejava continuar com o assunto, disse-me; - Obrigada pelas palavras de conforto. Mais tarde, quando se lembrar de mim, ajude-me com o seu pensamento amigo. A essa altura, Manassés perguntou: - Já recebeu todos os projetos? - Sim, - respondeu ela – não só os dos meus filhos, mas também o meu. - Está satisfeita? - Muito! – respondeu ela. – A lei de Deus está cheia de misericórdia e eu ainda sou uma grande devedora. Em seguida, despediu-se, calma e gentil. Manassés percebeu minha curiosidade e explicou: - Anacleta é um exemplo vivo de ternura e dedicação, mas vai reencarnar a fim de corrigir o coração de mãe. Por irresponsabilidade dela, os quatros filhos, no passado, sofreram grande fracasso. Seu marido era homem honesto e trabalhador e, apesar de estar muito bem de vida, nunca se esqueceu dos deveres de homem para com a sociedade em geral. Tinha uma postura construtiva, mas a esposa, embora muito dedicada, protegia demais os filhos, contrariando sua influência de pai dentro de casa. Como conseqüência indireta, quatro espíritos não tiveram recursos para completar sua tarefa. Três rapazes e uma moça, cujos estudos exigiram muitos sacrifícios, muito cedo caíram em desregramentos físicos e morais, a pretexto de atenderem aos compromissos sociais. E o desequilíbrio foi tão profundo que desencarnaram muito cedo, indo para regiões umbralinas em condições muito tristes. Mas Anacleta, assim que voltou ao plano espiritual, compreendeu o problema e se dispôs a trabalhar para conseguir a própria reencarnação e a dos filhos, a fim de, juntos, retificarem os erros. - E quantos anos ela levou para conseguir esta concessão? – perguntei, impressionado. - Mais de 30. - Imagino o que terá de enfrentar no futuro! – exclamei. - Sim, - respondeu Manassés – a experiência será bem dura para ela, porque dois dos rapazes devem reencarnar como paraplégicos, um como deficiente mental e, para ajudá-la depois de ficar viúva ainda bem jovem, terá apenas a filha, que, por si mesma, também terá suas próprias contas a acertar. Ía expressar minha surpresa, frente ao mecanismo reencarnacionista, quando outra companheira se aproximou, procurando Manassés. Depois de nos cumprimentar, explicou: - Gostaria muito que me ajudasse na retificação do meu plano. E, abrindo pequeno mapa, onde estava perfeitamente desenhado um organismo feminino, acrescentou: - Veja bem o meu projeto para o sistema endócrino. Sei que os amigos estão tentando me ajudar, planejando tudo nos mínimos detalhes, mas gostaria de fazer algumas modificações... - Em que sentido? – perguntou Manassés, surpreso. Ela apontou o que seria o pescoço no projeto e falou: - Fui alertada para que não tivesse formas muito perfeitas na Terra, para ter mais probabilidades de sucesso em minha tarefa, e gostaria que a tireóide (23) e as paratireóides (24) não fossem tão perfeitas. Como você sabe, Manassés, minha tarefa não será fácil. Tenho que reaver um grande patrimônio espiritual. Preciso evitar qualquer possibilidade de fracasso e a beleza física me perturbaria. Manassés olhou-a de modo expressivo e falou: - Tem razão. A sedução da carne é muito perigosa, não só para os que a usam deliberadamente, como também para os que sofrem a sua ação. - Prefiro ser feia – respondeu ela. – Não tenho interesse em ser uma beldade, mas, sim, em recuperar minha consciência para a espiritualidade. Manassés prometeu-lhe ver o que era possível fazer e, assim que se despediram, passou a me mostrar os mais interessantes modelos de órgãos humanos. Admirava, impressionado, aqueles gráficos cuidadosamente alinhados, demonstrando o carinho com que é tratado o serviço de reencarnações, quando Manassés comentou: - A medicina terrena será muito diferente no futuro, quando a Ciência puder compreender a extensão e a complexidade dos fatores mentais em relação às moléstias físicas. É muito raro encontrar doenças que não estejam diretamente relacionadas ao psiquismo. Todos os órgãos estão subordinados à elevação da consciência. As preocupações exageradas com os sintomas patológicos agravam as doenças; as grandes emoções podem curar ou destruir o corpo. Se isso acontece no plano físico, imagine o vasto campo de experiências que o mundo espiritual nos oferece, já que chegam a ele, todos os dias, milhares de desencarnados, em condições lastimáveis de desequilíbrio mental. O médico do futuro terá conhecimento destas verdades e não limitará seu trabalho aos aspectos técnicos, procurando concentrar-se, muito mais, nos aspectos espirituais do tratamento, onde o amor representa o maior papel. Querendo ainda prosseguir com as explicações sobre os serviços de reencarnação, pegou pequeno gráfico e, mostrando-me o projeto geral, disse: - Aqui temos o projeto da futura reencarnação de um amigo meu. Está vendo alguns pontos escuros, desde o cólon descendente (25) até a alça sigmóide? Isso significa que ele terá uma úlcera grave nesta região, assim que chegue à idade adulta. Mas isso é escolha dele. E como eu demonstrava enorme curiosidade, continuou: - Há mais de 100 anos, este amigo cometeu um crime grave, assassinando um homem a facadas; como acontece muitas vezes, assim que o ato foi consumado, a vítima desencarnada se ligou a ele, que, por muitos anos, colheu os frutos do crime cometido num rápido instante. Como você sabe, o ódio recíproco provoca forte imantação e a entidade, desencarnada, passou a se vingar dele, todos os dias, matando-o aos poucos, por meio de ataques mentais nocivos sistemáticos. Resumindo, quando o assassino, enfim, desencarnou, tinha o perispírito em péssimas condições, além do remorso natural que a situação havia provocado. Arrependeu-se do crime, sofreu muito no Umbral e, depois de muita dor, aproximou-se da vítima, para prestar-lhe serviços de resgate e recuperação. Cresceu espiritualmente, tornou-se amigo de muitos companheiros, conquistou a simpatia de vários grupos de nosso plano e obteve valiosas concessões. No entanto... a dívida continua, embora o amor tenha transformado o caráter do trabalho de resgate. Este amigo, ao voltar à Terra, não vai precisar desencarnar de forma violenta, mas, onde estiver, vai levar a própria ferida, conquistando, dia a dia, a renovação necessária. Terá frustrações, em virtude do grande sofrimento físico, lutará muito, desde o surgimento da úlcera até o dia de seu desencarne, mas, se souber manter-se fiel aos novos compromissos, alcançará, mais tarde, a recuperação completa. Enquanto olhava o projeto com mais atenção, Manassés continuava: - Pelo que pudemos observar, a justiça sempre se cumpre, mas, assim que o espírito se dispõe à própria renovação, o processo de resgate se atenua. Há muitos séculos, Pedro já nos lembrava que “o amor cobre a multidão dos pecados”. Examinei, impressionado, aquele projeto e, como não encontrava palavras que expressassem minha admiração, fiquei em silêncio. Percebendo meu estado de espírito, Manassés continuou: - São muitos os projetos de futuros corpos em nossos setores de serviço. Da maioria deles, conclui-se que todos os doentes físicos são espíritos trabalhando na conquista de si próprios. Nos processos evolutivos, ninguém trai a vontade de Deus sem graves trabalhos para a reparação, e todos os que tentam enganar a natureza divina, acabam por enganar a si mesmos. A vida é uma sinfonia perfeita. Quando procuramos desafiná-la com as notas que devemos emitir para a sua execução, somos forçados a realizar pesado serviço de reconstrução da harmonia desfeita. E, durante alguns dias, permaneci naquela instituição, aprendendo que a existência humana não é uma obra do acaso e que, no plano divino, a justiça faz seu trabalho, todos os dias, obedecendo ao elevado ensinamento que manda distribuir os dons da vida “a cada um segundo suas obras”. Notas: (1) zona orbicular das pálpebras - à volta da órbita ocular há o músculo orbicular dos olhos, dito também orbicular das pálpebras. Está disposto em anel, à volta do olho e, com as suas contrações, determina o fechamento das pálpebras e intervém na distribuição das lágrimas. (2) triangular dos lábios – músculo facial que atua mais diretamente sobre os ângulos da boca, puxando-os para baixo e lateralmente. (3) grande peitoral – é o maior músculo do peito e recobre todos os outros, estendendo-se do esterno e da clavícula ao úmero. Tem a função de levar o braço para dentro. Em condições particulares, por exemplo, quando o tronco está suspenso pelos braços, contribui para levantar o tronco. É o peitoral que se contrai quando um ginasta se levanta "pela força do braço". (4) pectíneo – músculo localizado na região anterior da coxa, responsável pelos vários movimentos da mesma. (5) saliências ou eminências tenar e hipotenar – pontos anatômicos, constituídos de saliência ou protuberância que se forma na palma da mão, formados pelos músculos do polegar e do quinto dedo da mão, respectivamente. (6) extensor dos dedos – como o próprio nome diz, é o músculo responsável por estender os dedos das mãos e está localizado no braço. (7) circulação linfática – como o nome indica, em vez de transportar sangue (circulação sangüínea), os vasos linfáticos levam a linfa, líqüido claro e transparente, às vezes esbranquiçado, que contém o que, grosseiramente, chamamos de impurezas, eliminadas pelas células, mas também grande quantidade de proteínas. Os vasos linfáticos, comumente acompanham o trajeto das veias, são microscópicos (milímetros) e estão distribuídos como linhas de trem de ferro que desembocam em estações chamadas gânglios ("ínguas"). Estes, por sua vez, recebem a linfa e são responsáveis pela defesa do nosso organismo contra elementos estranhos, principalmente, vírus e bactérias. Por isto, quando temos alguma inflamação em algum local do corpo, nota-se inchaço e dor de algum gânglio que funciona como pára-raios. Os principais gânglios estão localizados atrás do joelho, na virilha, no tórax e no abdômen, acompanhando a coluna, nos cotovelos, nas axilas e no pescoço. (8) sangue venoso e sangue arterial - o sangue rico em oxigênio e pobre em gás carbônico é chamado arterial, o inverso é denominado venoso. De um modo geral, pode-se dizer que o sangue arterial é conduzido pelas artérias e o sangue venoso, pelas veias. São exceções a artéria pulmonar e seus ramos, que conduzem sangue venoso do coração aos pulmões, e as veias pulmonares, que levam sangue arterial dos pulmões ao coração. (9) tronco celíaco - ramo da aorta abdominal (um dos ramos da aorta), que se divide em artéria hepática (que vai ao fígado), artéria esplênica (que vai ao baço) e artéria coronária do estômago. (10) veia cava superior – conduz o sangue sem oxigênio (venoso) que retorna de toda a região superior do corpo (cabeça, tórax, membros superiores), para o coração. Essa veia desemboca no átrio direito (câmara de formato grosseiramente quadrangular, situada na região superior do coração, próximo ao pulmão, a qual recebe o sangue desoxigenado que retorna do restante do corpo). (11) veia cava inferior - é a maior das veias de nosso coração. Ela conduz o sangue sem oxigênio (venoso), que retorna da região inferior do corpo (membros inferiores, abdômen e bacia), para o interior do coração, mais especificamente para o átrio direito. (12) jugular externa - é a grande veia que notamos na lateral de nosso pescoço, que drena o sangue venoso da região mais externa do couro cabeludo e da face, além de atingir, mais profundamente, parte da região do ombro. (13) jugular interna - é a maior das jugulares, drenando o sangue (venoso) do crânio, do cérebro, das partes superficiais da face e da maior parte do pescoço. (14) artéria esplênica - artéria responsável pela irrigação do baço. (15) artéria mesentérica – artéria responsável pela irrigação dos cólons do intestino. (16) aorta descendente – uma das ramificações da aorta, dá origem às artérias ilíacas esquerda e direita, principais responsáveis pela irrigação do abdômen e membros inferiores. (17) vasos ilíacos - vasos sangüíneos (artérias e veias), responsáveis pela circulação do abdômen e das pernas. (18) gânglios da virilha – ver item (7) “circulação linfática”. (19) cérebro - é o órgão onde se radicam a sensibilidade consciente, a mobilidade voluntária e a inteligência; por este motivo é considerado o centro mais importante de todo o sistema nervoso. (20) cerebelo – órgão localizado na parte posterior e inferior da cabeça, logo abaixo do cérebro, é o centro coordenador dos movimentos e do tônus muscular, e intervém também no equilíbrio do corpo e na orientação. (21) plexo sagrado – entroncamento de nervos localizado na região lombar baixa, adiante do osso sacro, corresponde ao centro de força ou chacra básico (ou sagrado), e é responsável pela inervação simpática dos órgãos abdominais inferiores, especialmente dos órgãos genitais. (22) ciático – nervo sensitivo e motor que sai do plexo sagrado e percorre as pernas em toda a sua extenção. (23) tireóide - é uma pequena glândula, com formato de borboleta, localizada na região anterior do pescoço, logo abaixo do pomo de Adão. Possui um papel muito importante no controle do metabolismo do corpo pela produção dos hormônios tireóideos (T4 e T3). Estes hormônios dizem ao corpo quão rápido trabalhar e usar a energia. Os hormônios tireóideos são: a) tiroxina: contém grande quantidade de iodo. Acelera os processos oxidativos liberadores de energia em todos os tecidos corporais, aumenta a atividade de diversas enzimas que intervêm no metabolismo dos carboidratos e na fosforização oxidativa. Por seus efeitos metabólicos, a tiroxina influi extraordinariamente no crescimento corporal e no desenvolvimento do sistema nervoso de relação. b) calcitonina: atua com o hormônio das paratireóides para regular a concentração de cálcio no sangue. (24) paratireóides - são quatro pequenas glândulas, do tamanho de uma ervilha pequena e de até 0,2 g de peso, espalhadas na parte anterior e posterior da tireóide. O hormônio das paratireóides ou paratormônio intervém na regulação do metabolismo do cálcio, controlando o equilíbrio cálcio-fósforo nos ossos, sangue e rins. O excesso de atividade paratireoideana (hiperparatireoidismo) causa a descalcificação dos ossos - que se tornam frágeis e quebradiços - e excesso de cálcio no plasma, sendo freqüente a deposição patológica deste íon no rim e nas artérias. A baixa atividade paratireoideana causa queda do cálcio plasmático, causando aumento da excitabilidade do sistema nervoso devido à falta do íon. Surgem contrações espasmódicas da musculatura e convulsões generalizadas (tetania). Além disso, a deficiência de reabsorção óssea torna os ossos mais densos e mineralizados. (25) cólon descendente – uma das quatro partes em que se divide o intestino grosso.