------------------------------------- MISSIONÁRIOS DA LUZ LAR em português de hoje em dia Pelo espírito André Luiz - Série Nosso Lar Psicografado por Chico Xavier (Francisco Cândido Xavier) Adaptado por Maisa Intelisano - http://colunas.voadores.com.br/maisa Este projeto visa uma maior popularização e compreensão da mensagem de André Luiz Divulgado pela lista voadores: http://lista.voadores.com.br ------------------------------------- 14 PROTEÇÃO No dia seguinte, assim que descansei do trabalho do dia, voltei, ansioso, à casa de Raquel. Já era tarde da noite e encontrei Segismundo e os construtores lá, trabalhando com carinho. Apuleio, o chefe, recebeu-me com gentileza. Raquel, ao contrário do dia anterior, não estava passando bem fisicamente. Embora estivesse deitada, estava muito agitada, inquieta: - Raquel – explicou Apuleio – começa a sentir os efeitos da adaptação. Por alguns dias ainda estará indisposta, mas isso é passageiro. - Ela não vai conseguir dormir? – perguntei. - Mais tarde – respondeu ele. – Por enquanto, vai dormir menos, até que se formem os folhetos blastodérmicos (1). É o trabalho inicial do feto e não podemos deixar de ajudá-lo. Notei, com interesse, a intensa movimentação celular no desenvolvimento da estrututa do novo corpo em formação e percebi o cuidado com que os espíritos presentes trabalhavam para que o disco embrionário (2) fosse formado com a precisão necessária. - A engenharia orgânica – disse ele, bem humorado – precisa de perfeição. O corpo físico é como um edifício delicado e complexo. É preciso cuidar dos alicerces com calma e muito conhecimento. Entendi que o processo de divisão celular e a adaptação das células divididas ao molde do perispírito reduzido era totalmente mecânico, obedecendo a disposições naturais do mundo fisico, mas todo o conjunto microscópico recebia a ajuda magnética das entidades em serviço, dando-me a impressão de que toda a estrutura básica era preparada para sustentar a tarefa inicial do futuro aparelho. Querendo explicar a razão de tanto cuidado, Apuleio observou: - Temos grandes responsabilidades no trabalho de construção do mecanismo fetal. Devemos eliminar os obstáculos e ajudar as estruturas unicelulares do embrião (3), no útero da mãe, para que a reencarnação, muitas vezes projetada com grandes dificuldades, não se perca, logo no início, por falta de colaboração do nosso plano, onde os compromissos são assumidos. Escutava o que ele dizia, com muita atenção, a fim de aproveitar todo o conhecimento de que dispunha. - Por isso, - continuou ele – raramente o aborto acontece em conseqüência de fatores espirituais. Geralmente, ocorre em virtude do recuo inesperado dos pais encarnados, frente aos sagrados compromissos assumidos, ou dos excessos de leviandade e inconsciência criminosa das mães, menos preparadas para a responsabilidade e a compreensão da maternidade. No entanto, mesmo nos casos de mães menos preparadas, fazemos tudo o que está ao nosso alcance para evitar a fuga ao projeto, quando essa fuga se dá por mero capricho. Mas é claro que nossa interferência junto aos encarnados, temporariamente esquecidos do dever a cumprir, tem também seus limites. Se os interessados, fugindo aos compromissos espirituais, teimam em agir contra nós, somos obrigados a deixá-los entregues à própria sorte. Por isso, existem muitos casais encarnados completamente sem filhos, visto que anularam as próprias capacidades de reprodução. Quando não agem assim no presente, procurando a satisfação egoísta, agiram no passado, determinando anomalias na própria organização psíquica. Neste último caso, passam por tristes períodos de solidão e carência afetiva, até que recuperem, com dignidade, o respeito que todos devemos às leis divinas. As definições de Apuleio me proporcionavam grandes esclarecimentos sobre graves problemas da luta humana. Interessado em aprender e ajudar, procurei algo que pudesse fazer, auxiliando no trabalho de reforço magnético às células. Mas, mais tarde, antes de sair, aproximei-me de Apuleio para obter mais algumas informações. Estava impressionado com certos detalhes do trabalho feito na noite anterior. Como conseguiram localizar a ligação inicial de Segismundo com o futuro corpo, dentro dos órgãos reprodutores de Raquel? E a questão do espermatozóide mais apto? Espíritos como Alexandre atuavam da mesma forma em todos os processos de escolha para a fecundação? Apuleio me ouviu, com bondade, e informou: - Passividade não significa falta de colaboração. Raquel aceitou a maternidade com decisão e resignação. Ela recebeu Segismundo em seu perispírito e, usando os poderes naturais de sua mente, alojou o molde vivo perispiritual do futuro filho dentro do útero, com a mesma espontaneidade de outros processos fisiológicos, comandados pela atividade mecânica subconsciente, cujo automatismo representa conquista de experiências milenares do espírito reencarnado. Para o seres femininos é tão fácil ambientar as forças reprodutoras, como é natural para os masculinos a manutenção da atitude paternal e protetora, enquanto dura a condição de paternidade. Percebendo minha intenção de aproveitar, o mais possível, os seus esclarecimentos para os leitores encarnados, comentou: - Seria muito complicado explicar aos encarnados o fenômeno da adaptação das forças reprodutoras no útero materno, no processos de reencarnação. Por enquanto, a tendência da maioria deles é de materializar tudo o que explicamos. Será preciso esperar mais tempo para poder dar-lhes certas informações que, por ora, seriam completamente incompreensíveis. E, sorrindo, continuou: - Eles se alimentam, diariamente, de formas mentais, sem precisar da boca física, valendo-se da capacidade de absorção do perispírito, mas ainda não sentem a profundidade desses fenômenos no seu dia-a-dia. Em casa, na rua, no trabalho, nos momentos de lazer, cada criatura recebe o alimento mental que lhe é trazido por aqueles com quem convive, temperado com o magnetismo pessoal de cada um. Na maioria das vezes, os estados de felicidade ou desgosto, prazer ou sofrimento, dependem dessa alimentação, especialmente para a maioria de encarnados que ainda não aprendeu a dominar as próprias emoções. Como vê, o homem também assimila matéria mental, o dia todo, trazendo-a para dentro de si mesmo, para os mais profundos recantos do organismo. O chefe dos construtores percebeu minha expressão de surpresa, ao ouvir explicações tão simples, referentes a assunto tão complexo, e acrescentou: - Quando encarnado, nunca sentiu o fígado perturbado, depois de uma discussão? Nunca sentiu o coração desequilibrado, ao receber uma notícia triste? Por que o corpo se desequilibra, se o momento é, muitas vezes, de satisfação e felicidade? Acontece que, em tais ocasiões, o homem recebe certa porção de força mental pelo pensamento, como o fio recebe a carga elétrica positiva. O ponto de recepção está, de fato, no cérebro, mas se a criatura não está bem preparada para o domínio de si mesma, selecionando as emissões que lhe chegam, absorverá as forças em desequilíbrio, dentro das células físicas, com grave prejuízo para os órgãos mais vulneráveis. Apuleio, muito sereno, fez uma pausa e continuou: - Se já é difícil explicar aos encarnados fatos rotineiros como esses, repetidos dezenas de vezes todos os dias, como falar-lhes, com exatidão e detalhes, sobre a instalação do molde vivo para a estruturação do feto (4) dentro do útero? Precisamos esperar mais para poder trocar estas experiências. Animado com as explicações recebidas, comentei: - Tem razão. Ainda hoje, mesmo estando desencarnado, não me sinto em condições de receber certas notícias sem me desequilibrar emocionalmente. - É isso mesmo! – disse ele, satisfeito – É que você está em longa preparação para o autodomínio. Só depois disso saberá selecionar as forças que chegam até você, assimilando apenas aquelas de teor mais sadio. Em seguida, querendo continuar no assunto, Apuleio acrescentou: - Quanto às suas observações sobre o trabalho de Alexandre na escolha do espermatozóide, é preciso enfatizar que, nem sempre, contamos com esse tipo de recurso, que depende diretamente do merecimento dos interessados. No entanto, mesmo quando não há trabalho magnético direto do nosso plano, ele também acontece, uma vez que a lei de atração continua funcionando. Se o espermatozóide está carregado de força positiva, o óvulo está impregnado de força negativa. E se esse óvulo estiver imantado de energias desequilibradas, naturalmente, atrairá para si o espermatozóide que mais se aproxime de sua própria essência. Com isso, André, o espermatozóide que atinge o óvulo em primeiro lugar não é o mais adequado em sentido de superioridade, mas em sentido de sintonia, em todos os casos de fecundação para o mundo físico. Esta é a lei pela qual os geneticistas da Terra são, muitas vezes, surpreendidos em suas observações, em face das mudanças inesperadas que surgem nas mais diferentes estruturas, dentro da mesma espécie. As células possuem também o seu individualismo energético, relativamente independente, no campos das manifestações vitais. Nesse ponto, Apuleio sorriu e continuou: - Se a mulher pode exercer influência decisiva na escolha do parceiro, também o óvulo, na maioria das vezes, pode exercer sua atração na escolha do espermatozóide que o fecundará. Claro que estamos falando apenas em termos físicos, sem tocar nos problemas espirituais das tarefas, missões ou provas necessárias. Notando minhas dúvidas silenciosas, observou: - Sim, já que em algumas tarefas terrenas de determinados espíritos, as autoridades dos planos mais elevados dispõem de poder suficiente para, até certo ponto, intervir na lei biogenética, ajustando disposições, visando objetivos especiais. Pequeno grupo de entidades esperava por Apuleio, fora do quarto. Muito gentil, o chefe da equipe convidou-me a ir com ele. Com naturalidade, apresentou-me ao grupo, que se compunha de duas senhoras desencarnadas, amigas de Raquel, e de um amigo de Segismundo, querendo desejar-lhes sucesso na experiência que se iniciava. Vinham de Nosso Lar, em trabalho de assistência a familiares, e pretendiam aproveitar a oportunidade para uma visita. Apuleio ouviu-os, atencioso e bem humarado, mas, para minha surpresa, observou: - Como responsáveis pelo trabalho de estruturação do novo corpo de Segismundo, agradecemos a atenção, mas não podemos autorizar a visita a esta hora. Estamos aproveitando breve intervalo de relativa harmonia na mente de Raquel para os serviços de magnetização mais urgentes. E sorrindo, acrescentou: - Mas quando completarmos 21 dias e o embrião já tiver atingido a configuração básica, eles poderão receber visitas a qualquer hora, especialmente porque, nessa fase, mãe e filho já poderão sair do corpo com mais facilidade. Por enquanto, Segismundo não pode se afastar e Raquel, mesmo adormecida, é obrigada a ficar por perto. - Claro! – disse o homem – Não queremos atrapalhar o trabalho. - Sabemos que Raquel ficaria muito contente em nos ver – disse uma das senhoras. – Mas, de qualquer forma, a alegria inesperada poderia ser um choque. - É o que precisamos evitar – respondeu Apuleio, satisfeito. – No entanto, quero que saibam que Segismundo precisa do apoio espiritual de todos. Temos recomendação de avisar a todos os seus amigos sobre a sua reencarnação, a fim de que possam visitá-lo, quando possível, não só para dar-lhe apoio, como também para ajudá-lo com vibrações de simpatia. - Voltaremos assim que for possível – disse uma das senhoras que, até ali, estivera calada. – Precisamos colaborar em favor de Raquel. E completou, sorrindo: - Temos várias atividades espirituais nas próximas noites. Faremos de tudo para inspirar-lhe confiança e alegria. Muitas outras amigas também estão avisadas. - Muito bom! – disse o chefe dos construtores, feliz. Em seguida, despediram-se, enquanto eu gravava mais uma lição do plano espiritual. A sós, novamente, com Apuleio, ele explicou-me: - O momento que atravessamos é delicado e não podemos nos distrair. E, noite após noite, visitei os trabalhos de reencarnação, aprendendo e cooperando, para conhecer melhor a bondade do espíritos de luz e a sabedoria de Deus, expressa em todas as coisas. Depois da vesícula germinal, formaram-se os três folhetos blastodérmicos, com a ajuda dos construtores, aproveitando-se o molde que Raquel havia criado, mentalmente, para o futuro filho. Este molde foi aplicado sobre o modelo perispiritual de Segismundo, em processo de reencarnação. Notei que os trabalhos dos técnicos espirituais eram, em tudo, muito parecidos aos serviços que vi na sessão de materialização de desencarnados. Usavam-se recursos do interessado, de amigos, do futuro pai, assim como, na sessão de materialização, foram utilizados recursos do orientador espiritual e da médium. A semelhança era muito grande, com a única diferença de que, na materialização, levava-se algumas horas para obter uma aparição incompleta e transitória, enquanto que ali seriam necessários nove meses para uma reencarnação completa, em caráter mais ou menos longo e definitivo. Com o passar dos dias, o novo corpo de Segismundo se formava, célula por célula, dentro de uma programação simples e inteligente. Prosseguindo com as observações, notei que o folheto blastodérmico inferior (5), obedecendo às determinações do molde, enrolava-se para formar os primórdios do tubo intestinal, ao passo que o folheto superior (6) começava a formar os tubos epidérmico (7) e nervoso (8). O folheto médio (9), com função muito especial, dava lugar às primeiras manifestações da coluna vertebral (10), dos músculos e de vários vasos. O tubo intestinal, em certas regiões, passou a dilatar-se, dando origem ao estômago e a várias alças, fazendo, em seguida, movimentos de invaginação (11), interna e externa, organizando, aos poucos, as estrias inferiores e superiores, formadas de pregas (12), vilosidades (13) e glândulas (14). O tubo cutâneo (15) começou o complicado trabalho de formação da pele (16), ao mesmo tempo em que o tubo nervoso, aos poucos, dobrava-se sobre si mesmo, preparando a formação do cérebro. Enquanto isso, o folheto médio se transformava surpreendentemente. E, dia após dia, ficava mais surpreso com as lições que recebia, observando, então, como o cordão axial (17) dividia-se em vértebras, envolvendo o tubo nervoso, na parte superior, e os intestinos, na parte inferior. O trabalho dos espíritos construtores, aliado à dedicação de Herculano, trazia sempre novos ensinamentos. Não seria possível descrever os detalhes do carinho na construção do novo corpo de Segismundo. Trabalhavam com imenso cuidado, desenvolvendo complexo sistema de proteção para as células. Muitas vezes, no início da formação dos órgãos mais importantes, permaneciam em oração, pedindo a Jesus as bênçãos para a tarefa iniciada, e notei que, sempre que isso acontecia, luzes brilhantes vinham do alto, derramando-se sobre eles, trazendo-lhes incentivo. O trabalho tinha características de revelação divina. Para poder memorizá-lo, completamente, seria preciso fugir à finalidade doutrinária de minhas observações, passando para o campo da técnica, propriamente dita, esforço que tem sido bastante empreendido por especialistas no assunto, o que deve ser suficiente para os setores intelectuais. A primeira célula originária da fecundação estava transformada num verdadeiro mundo de organização dinâmica e sábia. O embrião estava completamente desenvolvido. Na parte da frente, o tubo intestinal dava origem ao esôfago, enquanto que o intestino, em toda a sua complexidade, ficava na parte de trás, com um perfeito trabalho de pregueamento na parte interna, sendo que, na parte interior, formavam-se pregas e vilosidades, e na parte exterior, organizavam-se saliências que, por sua vez, pouco a pouco, íam se transformando em vários tipos de glândulas. Seguia, rápida, a formação das várias zonas cerebrais, a preparação das glândulas sudoríparas e sebáceas (18), os órgãos autônomos, os vasos sangüíneos, os músculos e os ossos. Quando o embrião completou 20 dias, Apuleio parecia muito satisfeito. Disse-me que o trabalho básico estava terminado. Alguns colaboradores já poderiam até se retirar. Para continuar o trabalho, bastariam dois deles, ao lado de Herculano. Nesse dia, o futuro corpo de Segismundo, acomodado no líquido amniótico (19), tinha toda a aparência de um peixe. Para isso, não faltavam nem mesmo as cavidades branquiais (20), que apareciam no feto com absoluta precisão, confirmando o trabalho de recapitulação de nossa passagem pelo reino aquático. Na noite do 20º dia, a câmara magnética de Raquel foi aberta à visitação. Muitos amigos espirituais aguardavam o momento feliz. A futura mãe, desligada do corpo pelo sono, sentia-se aliviada e muito feliz. Apuleio e os companheiros, bem como Herculano, foram cumprimentados com alegria e emoção. Alguns amigos de Adelino vieram também, para felicitá-lo e oferecer-lhe a ajuda possível. Notei que Segismundo também estava aliviado. Os mesmos fios muito finos que ligam os encarnados ao corpo físico, quando fora do corpo, também o prendiam ao feto. Mas ele só se afastava à medida que Raquel o fazia, já que não podia abandonar a companhia da mãe. Raquel levava-o nos braços, sorrindo ali conosco, fora do corpo. Percebi que todos estavam aliviados, com exceção de Herculano, que não saiu do quarto e continuou vigiando. Os construtores, de modo geral, deram uma grande pausa no serviço e, enquanto os amigos de Adelino o levavam para outros planos, para receber informações necessárias, acompanhei o grupo que estava com Raquel, numa atmosfera de esperança e alegria. Os muitos amigos ali reunidos conduziram-se a grande jardim da Terra e, no momento em que o Sol nascia, oramos todos juntos, agradecendo a bondade de Deus, que nos enchia de bênçãos os caminhos. Em seguida, notei que muitos amigos desencarnados, ali presentes, usavam as emanações das plantas e das flores para elaborar tônicos e bálsamos para Raquel e o filho, fortalecendo-os para a tarefa. Era muito bonito ver o carinho daquelas entidades cheias de ternura. Aprendia, encantando, mais uma lição no plano espiritual. Como as aves migratórias sabem encontrar longe o material para o seu ninho e o alimento para os filhotes, a alma das mães dedicadas e carinhosas sabe como obter os elementos necessários para a formação do ninho de carne em que seu filho deve nascer. O serviço de organização do feto continuou normalmente, tendo em vista a vida equilibrada do casal, que, dia a dia, parecia mais integrado com a assistência recebida do plano espiritual. O desenvolvimento do futuro corpo de Segismundo forçava Raquel a verdadeiros sacrifícios, mas, todas as noites, ela saía com o filho para receber o carinho do nosso plano. O trabalho de Herculano recebeu apoio de vários amigos. Era rara a noite em que não apareciam espíritos, gratos a Segismundo, para colaborar na harmonia de sua nova encarnação, prestando, à casa e è família, o auxílio necessário. Quando terminei o meu estágio de observações, também já não ía mais à casa deles com tanta freqüência. Embora continuasse interessado no trabalho, só voltava ao quarto do casal de tempos em tempos, uma vez que tinha outras atividades ao lado de Alexandre. Mas, na véspera do nascimento do novo corpo de Segismundo, estive presente, com o meu instrutor, que fazia questão de ajudar no fortalecimento da mãe para o parto. Depois de muito esforço, em que senti, mais uma vez, a sagrada missão da mulher, Segismundo renascia... Espantado com a imensa assistência espiritual dispensada pelo nosso plano, ouvi Alexandre dizer, comovido: - A primeira parte do serviço de reencarnação está pronta, mas a completa integração de nosso amigo aos elementos físicos só ocorrerá daqui a sete anos. Admirado e emocionado, envolvi-me nas preces de agradecimento que todos erguíamos a Deus, reconhecendo a dádiva de ter um corpo físico para o nosso crescimento e aprendizado na Terra. Nota: (1) folhetos blastodérmicos – cada uma das camadas de células (blastômeros), que formam o embrião. (2) disco embrionário – uma das partes do embrião, formada pelo ectoderma e o endoderma, que fica no interior da massa celular. (3) embrião – nome que se dá ao ser em formação, no período que vai da fecundação à nona semana completa de gestação. (4) feto – nome que se dá ao ser em formação, no período que vai da nona semana ao nascimento. (5) folheto blastodérmico inferior – ou endoderma, camada mais interna de células do embrião, a qual dará origem ao aparelho respiratório, ao tubo digestivo e suas glândulas anexas. (6) folheto blastodérmico superior – ou ectoderma, camada mais externa de células do embrião, a qual dará origem à pele, e seus anexos, e ao encéfalo e medula espinhal. (7) tubo epidérmico – formação embrionária que dará origem à pele. (8) tubo nervoso – ou tubo neural, primórdios do sistema nervoso central no embrião. (9) folheto blastodérmico médio – ou mesoderma, camada intermediária de células do embrião que dará origem aos músculos, à coluna vertebral, ao aparelho urogenital, ao sistema circulatório, ao esqueleto e a algumas outras estruturas internas. (10) coluna vertebral – conjunto de 33 ossos, chamados vértebras, que, em continuação ao crânio, são uma série de anéis colocados de maneira que o orifício central de cada um corresponda ao orifício do superior e do inferior, de tal maneira que, no centro dela, existe uma espécie de conduto, pelo qual passa a medula espinal, órgão nervoso de fundamental importância. A articulação que se interpõe entre uma vértebra e a vértebra seguinte permite a mobilidade de toda a coluna vertebral, garantindo a esta a máxima resistência aos traumas. Entre uma vértebra e outra existem os discos cartilaginosos que servem para aumentar a elasticidade do conjunto. As vértebras não são todas iguais; as inferiores têm maior tamanho porque devem ser mais resistentes para realizar um trabalho maior. As primeiras 7 (sete) vértebras se denominam cervicais; em seguida estão as 12 vértebras dorsais que continuam através das costelas e se unem ao esterno, fechando a caixa torácica mediante as cartilagens costais, protegendo os órgãos contidos no tórax: coração, pulmões, brônquios, esôfago e grandes vasos; na seqüência, vêm as 5 vértebras lombares; a estas, seguem-se outras 5 vértebras soldadas entre si, que formam o osso sacro; e, por último, as 4 ou 5 vértebras rudimentárias, quase sempre soldadas entre si, que levam o nome de cóccix ou osso caudal. (11) invaginação - processo anatômico ou patológico de penetração de segmento de um órgão dentro de outro segmento do mesmo órgão, como ocorre normalmente com as várias partes do intestino. (12) pregas - se pudéssemos observar o revestimento interno do intestino a olho nu, veríamos uma série de pregas chamadas plicae circularis, de forma semi lunar, circular ou espiral, que são dobras da mucosa e submucosa. Estas dobras circulares aumentam a superfície de absorção da mucosa do intestino umas três vezes. (13) vilosidades – ou vilos, pequenas saliências situadas na superfície de uma mucosa; no intestino, são evaginações móveis da membrana mucosa, que se projetam para dentro do intestino, em formato de dedos. Medem de 0,5 a 1,5 mm e têm a função de aumentar a área de absorção dos alimentos. (14) glândulas - glândulas intestinais ou glândulas Lieberkühn. Sua secreção contêm uma enzima que digere a parede de certas bactérias. É muito provável que esta enzima regule a flora intestinal graças à sua ação bacteriolítica. (15) tubo cutâneo – o mesmo que tubo epidérmico. (16) pele - órgão que envolve o corpo dos vertebrados (incluindo o homem), composto de três camadas (epiderme, derme e tela subcutânea ou hipoderme), com função especialmente protetora, termorreguladora e captadora de estímulos dolorosos e táteis. (17) cordão axial – formação embrionária que dará origem à coluna vertebral. (18) glândulas sebáceas - glândulas localizadas na derme, camada de pele situada imediatamente abaixo da camada superficial (epiderme), as quais produzem óleo ou sebo, com a função de hipermeabilizá-la e protegê-la contra agentes patogênicos e agressões climáticas. (19) líqüído amniótico – líqüído produzido durante a gestação e renovado a cada 6h, contido por uma membrana que, desenvolvendo-se em torno do embrião dos vertebrados superiores, forma o saco ou cavidade amnióticatico. Destina-se a proteger o embrião contra choques e aderências. (20) cavidades branquais – cavidades com estrutura semelhante à do órgão respiratório da maioria dos animais aquáticos, formado por fileiras de filamentos vascularizados, sustentados por arcos branquiais.