------------------------------------- OS MENSAGEIROS em português de hoje em dia Pelo espírito André Luiz - Série Nosso Lar Psicografado por Chico Xavier (Francisco Cândido Xavier) Adaptado por Maisa Intelisano - http://colunas.voadores.com.br/maisa Este projeto visa uma maior popularização e compreensão da mensagem de André Luiz Divulgado pela lista voadores: http://lista.voadores.com.br ------------------------------------- 5 OUVINDO INSTRUÇÕES Aniceto nos esperava com carinho no grande salão. Fileiras enormes de assistentes enchiam os espaço muito amplo. Homens e mulheres, de várias idades, permaneciam quietos, em grande expectativa e interesse. - Hoje – explicou nosso instrutor, dirigindo-se a Vicente, em maneira particular – teremos a palavras de Telésforo, antigo colaborador da Comunicação, que pediu a presença de todos os aprendizes do intercâmbio entre encarnados e desencarnados. Sentamo-nos, aguardando nossa vez. Logo em seguida, Telésforo entrava na sala, em atmosfera de grande simpatia. Aniceto e outros instrutores instalaram-se ao lado dele, em torno de grande mesa, onde se localizava a direção dos trabalhos. Após cumprimentar todos, desejando paz e incentivando-nos à harmonia, Telésforo entrou no assunto principal da reunião. - Agora – disse com autoridade sem afetação – vamos conversar sobre as necessidades de representar nossa colônia nos trabalhos terrestres. Aqui estão companheiros que fracassaram em suas intenções mais nobres e outros que desejam colaborar nas tarefas que condizem com nossas atuais responsabilidades. Estamos falando das atividades da Comunicação no plano físico. Nesta reunião vemos grande parte dos cooperadores de “Nosso Lar” que falharam em missões de mediunidade e doutrinação, bem como outros que se preparam para tarefas desse tipo no mundo. Nosso departamento vem promovendo grande movimento de ajuda aos encarnados e desencarnados que se mostram incapazes de se desligar da superfície do planeta. Nossa tarefa é enorme. Precisamos disseminar novos ensinamentos, a fim de preparar os habitantes da colônia para grandes realizações e esforços no presente e no futuro. É indispensável socorrer aos que enfrentam com coragem as profundas transformações do planeta. As transições essenciais da existência física pegam os homens completamente distraídos e alheios às realidades eternas. A mente humana se abre, cada vez mais para o contato com o mundo invisível, onde funciona e se movimenta. Isto é um fato evolutivo. Queremos e precisamos ajudar os encarnados. No entanto, contra nossa iniciativa trabalham fortes correntes de incompreensão. Não estamos falando apenas da ignorância e da maldade. Grandes forças do próprio espiritualismo agem dessa forma contraditória. Algumas escolas cristãs nos combatem, como se não colaborássemos com o Mestre Jesus. A Igreja Romana classifica nossa colaboração como diabólica. A Reforma Protestante, nas suas mais variadas expressões, persegue nosso trabalho amigo. E há correntes espiritualistaas de elevado teor educativo que interpretam mal nossa influência, por quererem que o homem se aperfeiçoe de um dia para outro, salvo instantaneamente pela vontade, sem precisar fazer qualquer esforço. No grau evolutivo em que estamos, não podemos condená-los pela atual ignorância. O Catolicismo Romano tem suas razões, o Protestantismo é digno de nosso respeito e as escolas espiritualistas têm conseguido grandes feitos. Toda expressão religiosa é sagrada, todo movimento superior de educação espiritual é santo em si mesmo. Assim, diante de nós, temos a incompreensão dos bons, que representa prova muito difícil para todos os trabalhadores sinceros, porque, afinal, não estamos cuidando de obra individual e, sim, promovendo movimento de libertação da consciência humana, a favor da própria idéia religiosa no mundo. Sacerdotes e intérpretes da religião e da filosofia ainda não perceberam que a revelação é progressiva, assim como a alma do homem. As interpretações religiosas evoluem com a mente do homem. Muitas ingrejas ainda não entendem que não devemos espalhar a crença nos tormentos eternos para os sofredores, e sim que há homens atormentados criando infernos para si mesmos. No entanto, não podemos perder tempo analisando a teimosia alheia. Temos serviços complexos e delicados. E, como estávamos dizendo, a humanidade encarnada cada vez se aproxima mais da esfera invisível de vibrações inferiores que a rodeia em todos os sentidos. Mas, como vimos, a grande maioria dos encarnados não se preparou para os acontecimentos evolutivos atuais. E hoje se verificam os mais perturbadores conflitos no mundo material. A Ciência progride vertiginosamente, mas, ao mesmo tempo em que suprime os sofrimentos do corpo, amplia as dores da alma. Os jornais estão cheios de notícias maravilhosas sobre o progresso material. Mistérios da natureza são desvendados nos domínios do mar, da terra e do ar, mas as estastísticas dos crimes humanos são espantosas. Os assassinatos da guerra apresentam requintes de maldade muito maiores que os de outros tempos. Os homicídios, os suicídios, as tragédias conjugais, os desastres do sentimento, as greves, os impulsos da indisciplina, a sêde por experiências inferiores, a perturbação sexual, as doenças desconhecidas, a loucura, invadem os lares terrenos. Nenhum país tem preparo espiritual suficiente para o conforto físico. Entretanto, esse conforto tende a aumentar naturalmente. O homem dominará cada vez mais o seu ambiente externo, mesmo sem conhecer a si mesmo. Mas o corpo atendido mostrará as necessidades da alma e hoje já vemos os encarnados perturbados por problemas graves, não só por suas próprias deficiências, mas também pela proximidade psíquica cada vez maior com os planos inferiores de criaturas desencarnadas que se apegam ao planeta, tentando recuperar a vida que desperdiçaram sem maior consideração pelos desígnios de Deus. Também acreditamos que, na verdade, os serviços da Comunicação na Terra deveriam acontecer apenas pela inspiração divina, do superior para o inferior, mas como agir diante dos milhões de doentes e criminosos, encarnados e desencarnados, ligados à experiência humana? Só com o culto externo como a Igreja Romana? Apenas pelo ato de fé, como o Movimento Protestante? Só pela manifestação da vontade, como afirmam algumas escolas espiritualistas? Não podemos limitar nossa visão a apenas um dos lados do problema. Concordamos que o respeito a Deus, a fé e a vontade são expressões básicas da realização divina do homem, mas não podemos esquecer que o trabalho é necessidade fundamental de cada espírito. Os outros que se limitem às especulações religiosas. Nós encararemos de frente os trabalhos de Deus, como se faz necessário. Atualmente, a humanidade encarnada é um grande organismo coletivo, cujas células, representadas pelas personalidades humanas, desequilibram-se interiormente em processo de reajustamento e libertação. Todos os que nos ajudam, percebem a gravidade dos conflitos que vive a mente humana. Criminosos agarram-se a criminosos, doentes ligam-se a doentes. Precisamos levar ao mundo os instrumentos adequados aos reajustamentos espirituais, habilitando nossos irmãos encarnados a um maior entendimento do espírito cristão. Mas para conseguir isso, precisamos de colaboradores fiéis, que não coloquem condições e não busquem compensações e discussões, mas que se interessem pelo esforço e dedicação em nome de Jesus. A essa altura, Telésforo interrompeu a lição e, olhando todos de forma penetrante, acrescentou em voz mais alta: - Quem não quiser ajudar, que procure outros tipos de tarefa. Na Comunicação não podemos perder tempo, nem fazer experimentação doentia sem grandes prejuízos para o trabalhadores descuidados. Em outros Ministérios, a designação de trabalhadores determina, com precisão, aqueles que desejam trabalhar com Jesus. Mas aqui, mais do que trabalhadores, precisamos de servidores cheios de boa vontade. Nesse instante, como houvesse outra pausa longa, notei a forte impressão dos ouvintes que se olhavam com grande espanto.