------------------------------------- OS MENSAGEIROS em português de hoje em dia Pelo espírito André Luiz - Série Nosso Lar Psicografado por Chico Xavier (Francisco Cândido Xavier) Adaptado por Maisa Intelisano - http://colunas.voadores.com.br/maisa Este projeto visa uma maior popularização e compreensão da mensagem de André Luiz Divulgado pela lista voadores: http://lista.voadores.com.br ------------------------------------- 19 O SOPRO Depois de vários comentários interessantes a respeito da situação dos encarnados, Aniceto voltou a falar de nossos serviços. Muito gentil, Alfredo argumentou: - Em virtude da tempestade, vocês poderiam ficar algumas horas conosco, saindo amanhã bem cedo. E, para minha surpresa, concluiu: - Vocês podem ir com o meu carro até onde for possível. Providencio um bom motorista e, com isso, vocês ganham um bom tempo. Meu espanto era enorme. Embora conhecesse o trabalho dos Samaritanos em “Nosso Lar”, usando veículos de tração animal nos serviços de resgate nas regiões inferiores, e considerando as enormes dificuldades que tivemos para chegar ao Posto de Socorro, não imaginei que pudesse existir esse tipo de condução naquele lugar. Depois vim a saber que os sistemas de transportes nas zonas mais próximas da Terra são muito mais diversificados do que se imagina, com base na sutilização do eletromagnetismo. Nosso orientador, que parecia pensar seriamente na situação, comentou, preocupado: - O problema é que temos serviços urgentes na Terra. E Vicente e André precisam começar o estágio de aprendizado. Alfredo sorriu e garantiu: - Quanto a isso, não precisamos nos preocupar. Sempre há o que fazer. Onde existe espírito de cooperação, exise também o serviço divino. Nossos amigos poderiam nos ajudar, hoje mesmo, nas atividades de assistência. Eles podem nos acompanhar, por exemplo, nos trabalhos da prece, em que há sempre muito o que fazer e aprender. - Excelente sugestão! – disse Aniceto. – A oração, individual ou coletiva, é sempre rica em ensinamentos. - Aliás, - falou Ismália – não podemos demorar. – Está quase na hora. Nesse momento, como se tivesse se lembrado, de repente, de algo importante, Alfredo disse à esposa: - Precisamos prevenir Olívia e Madalena sobre as providências para a noite. Vamos precisar de mais alguns técnicos do sopro. Temos alguns doentes em estado grave, com fortes impressões físicas. - Técnicos do sopro? – perguntei, espantado, antes que Ismália pudesse dizer qualquer coisa. - Sim, André, - respondeu Alfredo – o sopro de cura, mesmo na Terra, é privilégio sagrado do homem. No entanto, quando encarnados, demoramos muito para tomar posse dos dons que nos pertencem. Geralmente, vivemos lá perdendo tempo em fantasias, acreditando em futilidades ou alimentando desconfianças. Se o homem encarnado pudesse compreender toda a extensão deste assunto, poderia criar processos soproterápicos muito eficientes no mundo. - Mas esse dom está à disposição de qualquer espírito encarnado? – perguntou Vicente, surpreso como eu. Alfredo pensou um pouco e respondeu: - Assim como o passe pode ser aplicado, com grandes benefícios, por quase todas as pessoas, o sopro de cura também poderia ser utilizado pela maioria delas, com grandes vantagens. Entretanto, precisamos dizer que, seja como for, o esforço pessoal é imprescindível. Toda conquista elevada requer base séria. O bem divino, para se manifestar em ação, exige uma boa dose de boa vontade humana. Nossos técnicos não se formaram da noite para o dia. Treinaram e se esforçaram muito para adquirir experiência. Para tudo há um começo. São trabalhadores com grandes conquistas, ganham boas remunerações e são muito respeitados, mas, para isso, precisam manter a boca pura e as intenções elevadas. Percebendo o interesse que suas palavras despertavam, Alfredo continuou: - Para que o sopro funcione efetivamente entre os encarnados, é preciso que o homem tenha estômago sadio, boca habituada a falar do bem, sem falar do mal, e mente firme, interessada em ajudar. Com esses requisitos, teremos o sopro calmante e revigorante, estimulante e curativo. E com ele, pode-se transmitir também a saúde, o conforto e a vida na Terra. E, como Vicente e eu não conseguíamos esconder a surpresa, Alfredo comentou: - Isto não é novo. Jesus, além de tocar naqueles que curava, algumas vezes também lhes aplicava o sopro divino, que percorre toda a Criação. Todo texto sagrado, comentando os princípios da vida, refere-se a isso. Nunca pensaram no vento como sopro criador da natureza? De minha parte, tenho aprendido muitas lições a esse respeito, desde que cheguei a “Campo da Paz” em péssimas condições espirituais. Tanto que, como chefe deste posto, tenho incentivado a formação de novos técnicos, oferecendo compensações aos que decidem se especializar nessa área, que nem sempre é fácil para todos. A essa altura, Ismália recebia algumas senhoras que se preparavam para o serviço. Impressionado com o que ouvia, acompanhei de perto as providências tomadas. Quando fiquei a sós com Aniceto, falei de minha grande surpresa. Ao que ele respondeu, confidencialmente: - Vocês se esquecem que a própria Bíblia, falando das origens do homem, conta como Deus assoprou na forma criada para dar-lhe vida. Em relação aos encarnados, André, é preciso reconhecer que, mesmo sendo imperfeitos, se houver boa vontade, todo sopro com intenção de aliviar ou curar pode ser benéfico, porque todos nós somos herdeiros diretos do poder de Deus. Aliás, note também que não estamos falando de nenhuma exclusividade. Pelo jeito, você passou muito depressa pelo Ministério do Auxílio. Lá temos grande instituto especializado nesse serviço, onde colegas se dedicam a esse tipo de trabalho. No plano físico, toda boca bem intencionada pode prestar grande ajuda, mas só a boca pura e generosa é capaz de distribuir auxílio divino, transmitindo fluidos vitais de saúde e alívio. Esperava que Aniceto continuasse, falando-me das qualidades magnéticas do sopro, mas Alfredo veio até nós, dizendo: - Está na hora dos trabalhos de assistência e oração. - Iremos com você com prazer – respondeu o instrutor, sorrindo. Precisávamos interromper a lição para atender a outros deveres.