------------------------------------- OS MENSAGEIROS em português de hoje em dia Pelo espírito André Luiz - Série Nosso Lar Psicografado por Chico Xavier (Francisco Cândido Xavier) Adaptado por Maisa Intelisano - http://colunas.voadores.com.br/maisa Este projeto visa uma maior popularização e compreensão da mensagem de André Luiz Divulgado pela lista voadores: http://lista.voadores.com.br ------------------------------------- 29 NOTÍCIAS INTERESSANTES Como Aniceto nos deixou com as jovens, fazendo uma apresentação mais direta, ficamos conversando com elas. Cecília tinha sido filha dos Bacelar quando encarnada e Aldonina era sobrinha dele e aguardava o desencarne da mãe para montar um lar em cidade ali perto. As duas demonstravam grande inteligência, desenvolvimento mental e notável capacidade de expressão. E, enquanto os nossos chefes estavam longe, tratando de assunto particular, Vicente e eu ouvíamos as jovens, encantados com sua educação e alegria. Percebi que o ambiente era idêntico ao que encontramos na Terra, com diferença apenas nos sentimentos reais. Não havia qualquer falsidade ou hipocrisia. Em tudo se via a alegria pura, a simplicidade fiel e a sinceridade plena. A certa altura da conversa, Cecília falou, com graça: - Estou trabalhando, há muito tempo, para alcançar o prêmio de visitar “Nosso Lar”. Minhas instrutoras me prometeram esta alegria para o ano que vem... E, sorrindo, concluiu: - Mas, para conseguir, tenho que cumprir com certas obrigações importantes. - Ah, é? – perguntou Vicente, espantado – É preciso tudo isso?! - Sem dúvida – disse a jovem, bem humorada – Você talvez não esteja convencido de sua real posição. Viver em “Nosso Lar” é uma grande bênção. Será que você ainda não percebeu? Sorrimos todos. E, reforçando o conceito, Cecília continuou: - Segundo os instrutores que nos visitam em “Campo da Paz”, os seus Ministérios são verdadeiras universidades de preparação espiritual. As oportunidades de aprendizado neles são imensas. E acredito que, para terem uma idéia da extensão da bênção que receberam de Jesus, seria necessário viverem alguns anos em nossa colônia, onde o trabalho de vigilância e assistência é mais prioritário e exigente. - Mas em “Nosso Lar” – argumentei – temos um grande número de sofredores. A Regeneração parece uma colméia onde se reúnem milhares de criaturas. E Cecília, demonstrando ser muito observadora, comentou: - Você disse bem: colméia, onde existem muitas possibilidades de trabalho. Acredite que os sofredores que atingem a sua colônia já estão a caminho de grandes conquistas. Os desequilibrados que vivem lá já se sentem incomodados pela demora no despertamento da consciência e pelos remorsos e arrependimentos que indicam renovação. São sofredores que melhoram aos poucos, porque o ambiente da cidade é elevado. Onde a maioria vive com bondade, a maldade da minoria tende sempre a desaparecer. Por isso, “Nosso Lar” tem grandes vantagens espirituais, mesmo para os que ainda choram. Impressionado com o que ouvia, lembrei: - Eu mesmo trabalhei algum tempo nas câmaras de Retificação. - Já ouvi muito a respeito dessa instituição,– disse Cecília, que dominava o assunto – mas, baseada no que dizem vários instrutores, continuo com a mesma opinião. E, como se já conhecesse nossos procedimentos de serviço, afirmou sorrindo: - Lá vocês têm muitos espíritos sofredores, mas em “Campo da Paz” temos muitos espíritos obsessores. Vocês têm muita gente que chora, mas nós ainda temos muita gente que se revolta. É mais fácil cuidar dos que gemem, do que tratar dos revoltados. Nessas câmaras vocês consertam erros que já apareceram e dores que já se manifestaram, mas em “Campo da Paz”, André, somos forçados a lidar com entidades ignorantes e más, que se sentem absolutamente certas de suas fantasias perigosas, e somos obrigados a tratar de doentes que não acreditam na própria doença. Começava a entender seus argumentos e, reconhecendo que tinha razão, ela continuou, segura de si: - Aliás, é natural que seja assim. Estamos a pouca distância dos encarnados, nossos irmãos no mundo. E sabemos que a situação não é diferente entre eles. Quantos materialistas se fantasiam de filósofos por lá? Quantos demônios vestem capas de santos? Quanta má fé fingindo generosidade e boas intenções? A influência da humanidade encarnada em nossa colônia é muito forte e inevitável. Vicente, que ouvia com atenção, disse: - Então vocês devem ter um trabalho bem sacrificado. Mas acredito que o serviço em “Campo da Paz” seja muito bem reconhecido. - Sem dúvida nenhuma – respondeu Cecília. - A história da fundação é interessante. Alguns benfeitores, gratos a Jesus, resolveram organizar, em Seu nome, uma colônia em pleno Umbral, como pronto socorro imediato para os que são pegos de surpresa pela morte no plano físico, cheios de culpas ou em profunda ignorância. O projeto teve a bênção de Deus e o núcleo foi criado, há mais de dois séculos. No entanto, nem todos os espíritos evoluídos prestigiam o trabalho nesse posto de assistência constante. A maioria dos missionários vitoriosos precisam recuperar energias assim que desencarnam, por direito de trabalhadores fiéis, e os instrutores mais elevados têm seus programas de trabalho, os quais não devem ser interrompidos, atendendo à vontade divina. Assim, nosso serviço é intenso, mas nossas conquistas são lentas e temos sempre que esperar por novos trabalhadores que se formam na própria colônia, para benefício de todos. As compensações são muito boas, temos direito a grandes pedidos, mas, por isso mesmo, as responsabilidades não são pequenas. A utilidade de nossa colônia é muito reconhecida e, em razão disso, nunca ficamos sem bons instrutores, que vêm dos planos superiores para nos incentivar. Tudo o que pedimos, com razão, é atendido e, se, por acaso, as providências demoram, nossos orientadores sempre nos dão explicações, tirando-nos qualquer dúvida. Por isso, nosso grupo está sempre unido e muitos preferem adiar certas conquistas, para ficar ao lado de antigos colegas, aos quais se unem por laços de sincera amizade. Os esclarecimentos de Cecília me encantavam. Em poucas palavras ela havia resumido lições de sacrifício e merecimento, compromisso fraterno e solidaridade gratificante. - Sua família sempre viveu lá? – perguntei interessado. A jovem sorriu e explicou: - Meu pai foi socorrido há mais de 50 anos pelos assistentes de “Campo da Paz” e, com a saúde espiritual restabelecida, decidiu viver lá, movido por sentimentos de amizade e gratidão. Mais tarde, minha mãe se juntou a ele e faz exatamente 20 anos que Aldonina e eu fomos atraídas por seu amor, a fim de reconstruirmos ali nossa casa. Desse modo, trabalhamos ao lado deles, desde os primeiros momentos. - E você tem muitos planos para o futuro? – perguntei. Cecília fez um gesto de moça sonhadora e respondeu: - Tenho muitos projetos e problemas a resolver, mas estou esperando a chegada de uma outra pessoa que ainda está encarnada.