------------------------------------- OS MENSAGEIROS em português de hoje em dia Pelo espírito André Luiz - Série Nosso Lar Psicografado por Chico Xavier (Francisco Cândido Xavier) Adaptado por Maisa Intelisano - http://colunas.voadores.com.br/maisa Este projeto visa uma maior popularização e compreensão da mensagem de André Luiz Divulgado pela lista voadores: http://lista.voadores.com.br ------------------------------------- 30 EM CONVERSA CARINHOSA Voltávamos a falar das belezas de “Nosso Lar”, quando Aldonina acrescentou: - Alguns parentes nossos visitam a cidade de vocês, de vez em quando. Nossa irmã Isaura, que se casou em “Campo da Paz” há três anos, vive lá com o marido, que é funcionário dos Serviços de Investigação do Ministério do Esclarecimento. Percebendo nossa curiosidade, continuou: - Ele morava conosco, mas, há algum tempo, foi convocado a trabalhar lá, vindo buscar a noiva depois. Vicente, que se mantinha sério, disse: - Esse é um assunto que me interessa muito, desde que desencarnei. No mundo, não fazia idéia de que pudéssemos nos casar depois da morte. Quando assisti a cerimônias desse tipo, em “Nosso Lar”, confesso que fiquei muito surpreso. Cecília, muito atenta, disse, sorrindo: - Isso aconteceu conosco também. No entanto, precisamos admitir que essa reação se deve ao exclusivismo prejudicial a que nos acostumamos no plano físico, pois, se o casamento humano é um dos mais belos atos da encarnação, por que deixaria de existir aqui, onde a beleza é mais pura e sutil? Além disso, precisamos no lembrar de que não vivemos abandonados pelas leis sábias e justas de Deus. - E como é feliz quem se casa em nossos planos! – acrescentou Vicente, demonstrando esperanças secretas no coração. Aldonina fez um gesto expressivo e observou: - Sim, para alcançarmos esta alegria, é preciso ter amado na Terra, manifestando as mais elevadas intenções do espírito. Para chegar a essa felicidade, é preciso ter amado com alma. Aqueles que se interessam apenas pelos desejos físicos, não sabem amar além do corpo, não conseguem sentir as vibrações espirituais profundas do amor que não morre. Mas, querendo voltar ao assunto de Isaura, perguntei, curioso: - Falem mais da irmã que se mudou para “Nosso Lar”. Gostaria muito de saber como foi o casamento. Se você, Cecília, está esperando uma visita à nossa cidade como prêmio, como ela se casou e foi viver lá definitivamente? Cecília sorriu e respondeu: - Este é outro caso. Isaura não poderia correr atrás do noivo, porque estava em situação inferior à dele, mas Antônio, como superior, poderia descer para buscá-la. Mas não pensem que o casamento não teve qualquer preparação ou exigência. O noivo poderia levá-la, sem qualquer formalidade, desde que tivesse a devida permissão, uma vez que já tinha obtido a permissão das autoridades de “Nosso Lar”, mas um dos chefes de serviço aconselhou a Isaura, nesse sentido, explicando que, como administrador de uma colônia em condições inferiores, não poderia se opor, mas pedia à noiva que se preparasse por seis anos em “Campo da Paz”, antes de seguir definitivamente, alegando que, num casamento de almas, é indispensável caprichar no enxoval dos sentimentos. Nossa irmã, que sempre foi muito responsável, aceitou o conselho e trabalhou todo esse tempo em nossa colônia, conquistando valores culturais e aprimorando o pensamento. Ouvia tudo isso sem disfarçar a surpresa. - Já fui visitar o casal uma vez, – disse Aldonina, feliz – quando ganhei o prêmio por assiduidade e bom comportamento. Estive em “Nosso Lar” durante 15 dias inesquecíveis. No entanto, embora tenha visitado instituições maravilhosas como o Bosque das Águas, o Salão da Arte Divina, o Campo da Prece Augusta, tenho que admitir que voltei sem conhecer muito da enorme cidade. Mas irei até lá depois, pois continuo trabalhando e nossos instrutores dizem sempre que quem sabe trabalhar pelo bem com esperança, pode sempre aguardar as melhores coisas do destino. Admirado com a beleza de sentimentos daquelas moças, perguntei, emocionado: - Mas, em “Campo da Paz”, vocês não têm instituições parecidas? Será que lá não existem templos de alegria abertos aos jovens? - Ah, sim! – disse Cecília, como se não quisesse ser ingrata às bênçãos divinas – Deus nos dá muito em nossa colônia, mas vivemos muito próximos dos encarnados. As tempestades que nos atingem nos obrigam a trabalhar sem parar. A atmosfera inferior que nos cerca é muito triste. Nossa cidade não tem Ministérios da União Divina ou da Elevação. Não podemos receber influência superior com muita facilidade. Nossos trabalhos de comunicação e auxílio ainda precisam de muita gente educada com o Evangelho para funcionar com eficiência. Além disso, não podemos esquecer nossos objetivos. Nossa colônia foi criada para socorro urgente. A nosso ver, “Campo da Paz” é, acima de tudo, um avançado centro de enfermagem, cercado de perigos, porque os encarnados e desequilibrados estão em toda parte à nossa volta. De 10 em 10 km, nas nossas vizinhanças, existem Postos de Socorro como este, que funcionam como instituições de assistência fraternal e vigilância ativa, ao mesmo tempo. A jovem fez uma pausa mais longa, observando o efeito de suas palavras nos outros, e concluiu: - Quando os serviços ficam mais difíceis, nosso Governador costuma dizer que estamos num campo de batalha, com a paz de Jesus. Nenhuma outra imagem define tão bem nossa colônia. Fora de nós, o trabalho é intenso e incessante, mas, dentro de nós, há uma tranquilidade que nós mesmos temos dificuldade em entender. - O serviço se limita à cidade? – perguntei. - Não, o trabalho é variado. Eu e Aldonina, por exemplo, temos grandes tarefas de assistência junto aos recém-encarnados. Nossa cidade prepara, em média, 15 a 20 reencarnações diárias e é imprescindível ajudar os companheiros ou protegidos, pelo menos na primeira infância, até os sete anos de idade. E, talvez porque percebesse nossa admiração, explicou: - Mas, felizmente, somos bem treinadas na volitação. Raramente encontramos obstáculos vibratórios e, por isso mesmo, podemos agir com grande ganho de tempo. Além disso, só os nossos instrutores vão sozinhos ao serviço. Nós não saímos, a não ser em grupos. Precisamos da ajuda uns dos outros, não só no que diz respeito à eficiência, como também no que se refere ao amparo energético. E, sorrindo de maneira especial, concluiu: - No trabalho de assistência aos outros e defesa a nós mesmos, não podemos dispensar a cooperação sincera.