------------------------------------- OS MENSAGEIROS em português de hoje em dia Pelo espírito André Luiz - Série Nosso Lar Psicografado por Chico Xavier (Francisco Cândido Xavier) Adaptado por Maisa Intelisano - http://colunas.voadores.com.br/maisa Este projeto visa uma maior popularização e compreensão da mensagem de André Luiz Divulgado pela lista voadores: http://lista.voadores.com.br ------------------------------------- 33 A CAMINHO DA CROSTA Logo pela manhã, depois de descansarmos e pensando na viagem longa que ainda tínhamos pela frente, depedimo-nos. De minha parte, podia afirmar que saía triste, depois de tão lindas lições recebidas. Alfredo e Ismália nos abraçaram, comovidos, desejando-nos boa viagem e sucesso no trabalho. Vários amigos do dia anterior estavam presentes, despedindo-se com alegria. Pegamos o carro, alegres e surpresos. Seria muito difícil para mim descrever a pequena máquina, que mais parecia um automóvel com asas, movido por fluidos elétricos acumulados. Sempre atencioso, Aniceto explicou: - Aceitei a gentileza do aparelho, não por comodismo, mas porque a estada no Posto, ainda que rápida, foi de grande proveito para vocês. Ambos receberam lições intensivas sobre os irmãos pertubados e sofredores, bem como sobre os efeitos da prece. Assim, temos o nosso trabalho bem adiantado, já que vocês estão em tarefa de observação e aprendizado, acima de tudo. Depois de pausa rápida, continuou: - Mas não pensem que podemos ir até a Crosta neste veículo. Calculo que só poderemos voar até o meio dia. Depois disso, seguiremos a pé. Aniceto calou-se por instantes, sorriu diferente e disse: - Mas isto só deve acontecer até que vocês tenham criado asas espirituais, de modo que possam vencer todas as resistências vibratórias. E isso pode não estar muito longe. Vai depender do esforço que estejam dispostos a fazer no trabalho de conquista. Todo aquele que trabalha e coopera em nome de Deus, pode esperar sempre o melhor. Não é promessa de amizade. É lei. O pequeno aparelho nos levou por grandes distâncias, sempre no ar, a pequena altura do solo. Quase que ao meio dia em ponto, estacionamos em lugar humilde, destinado ao abastecimento e reparação de veículos como o que estávamos usando. O piloto dspediu-se de nós, desejando-nos boa viagem e preparando-se para voltar. A paisagem tornou-se, então, muito fria e diferente. Não estávamos em caminho de trevas, mas muito escuro e nevoento. A atmosfera havia se tornado densa, dificultando-nos a respiração. Aniceto olhou, conosco, a imensidão escura e falou, em tom sério: - Com 4h de caminhada, estaremos na Crosta. Reparem nas sombras que nos rodeiam, notem a mudança geral. Infelizmente, as emanações vibratórias da maior parte da humanidade encarnada são de natureza bastante inferior e estas regiões estão repletas de resíduos escuros, de matéria mental dos encarnados e desencarnados perturbados. Vamos passar por zonas não propriamente de trevas, mas muito escuras ao nosso olhar, mas daqui a 2h teremos sinais da luz do Sol. Com sinceridade, nossa viagem foi muito difícil e triste, e, só então, percebi a enorme diferença entre a estrada comum, que liga “Nosso Lar” à Crosta, e aquela que percorríamos a pé naquele momento, vencendo grandes obstáculos. Comovido, imaginei o sacrifício dos grandes missionários espirituais que ajudam o homem, percebendo, então, o valor de seu serviço e como precisam de preparação especial e muito boa vontade para auxiliar, constantemente, as criaturas encarnadas. Os monstros que fugiam de nós, escondendo-se nas sombras, eram indescritíveis e, por determinação de Aniceto, não tenho autorização para dar qualquer informação sobre esse assunto, a fim de não criar imagens mentais negativas no espírito dos que, por acaso, venham a ler este livro. No horário previsto por Aniceto, começamos a ver, novamente, a luz do Sol, como se fosse madrugada clara. O espetáculo era magnífico e novo para mim. Um calor suave começou a nos renovar. Aniceto olhou a paisagem maravilhosa dos raios de luz atravessando as sombras e falou, com os olhos úmidos: - Vamos agradecer a Deus a bênção do Sol! Na natureza física, é a mais elevada imagem que temos dEle. Apresenta-se nas mais variadas combinações, conforme a matéria do mundo em que vivemos, e aparece na Terra com as qualidades magnéticas da Crosta. Em Júpiter, é visto de maneira diferente. E em Vênus, ilumina com outro tipo de luz. Em Saturno tem outro brilho. Entretanto, é sempre o mesmo, sempre a fonte radiante de nossas energias vitais! Seguimos, comovidos, e, logo depois, vimos o Sol já se pondo. De outras vezes, viajando sempre pela estrada mais luminosa, em vista de poder volitar, não havia notado tantos detalhes. Mas agora, depois de ter atravessado névoas muito densas, percebia diferenças profundas. A certa distância, surgia a Terra, não como uma esfera, já que estávamos longe da Crosta, mas como uma paisagem mais ampla que interpenetrava os planos espirituais. O Sol sumia, brilhando muito, como se fosse uma enorme lâmpada dourada. Aniceto, que parecia muito alegre, falou: - Entramos na zona de influenciação direta da Crosta. Daqui em diante, podemos usar a volitação, com os nossos conhecimentos de transformação da força centrípeta. A luz que nos alcança é resultado do contato magnético da energia positiva do Sol com a força negativa do planeta. Vamos em frente para não demorarmos a chegar ao Rio de Janeiro. A essa altura tive curiosidade de saber algo a respeito da direção. - Como vamos nos orientar? – perguntei. - Antes de tudo, - respondeu Aniceto – é preciso não esquecer que nossas colônias estão localizadas no campo magnético da América do Sul. Qualquer bússola seria sensível a partir deste ponto, mas, no nosso caso, é preciso treinar o pensamento e nos orientar por sua energia característica. Usamos, novamente, a volitação e, em pouco tempo, víamos as matas de Petrópolis. Mais alguns minutos e passávamos pelas avenidas cariocas. Por sugestão de Aniceto, aproximamo-nos do mar, para um exercício respiratório mais intenso. Vicente e eu estávamos alegremente exaustos. Percebíamos que o esforço havia sido bem intenso para nossas forças limitadas. Indiferentes à nossa presença, os pedestres passavam apressados, com a mente presa aos problemas de ordem material. Os ônibus lotados buzinavam. A grande baía parecia estar cheia de forças revitalizantes. Quando as primeiras lâmpadas se acendiam, Aniceto nos disse, gentil: - Vamos descansar! Vocês estão esgotados. Vou mostrar-lhes que “Nosso Lar” tem, também na Crosta, alguns refúgios.