------------------------------------- OS MENSAGEIROS em português de hoje em dia Pelo espírito André Luiz - Série Nosso Lar Psicografado por Chico Xavier (Francisco Cândido Xavier) Adaptado por Maisa Intelisano - http://colunas.voadores.com.br/maisa Este projeto visa uma maior popularização e compreensão da mensagem de André Luiz Divulgado pela lista voadores: http://lista.voadores.com.br ------------------------------------- 43 ANTES DA REUNIÃO Os preparativos para a reunião estavam em pleno andamento. Chegamos à casa de D. Isabel quando faltavam poucos minutos para as 18h e o salão jé estava cheio de companheiros trabalhando. Como estranhei algumas atividades, fiz algumas perguntas a Aniceto, que me esclareceu com bondade: - Realizar uma sessão de trabalhos espirituais eficientes não é coisa tão simples. Quando encontramos encarnados dedicados e de boa vontade, sem preocupações, experiências mal sucessidas e inquietações sem razão, podemos realizar grandes coisas. Claro que, nessa área, não podemos colaborar em atividades infantis. Quem não quer trabalhar com esse tipo de obrigações, com a devida seriedade, só poderá contar com espíritos menos sérios, já que a morte física não representa modificação para quem não quis se modificar. Onde se reunirem almas levianas, estará também a leviandade. Só que, neste caso, temos que auxiliar Isabel em seu esforço. Em todos os setores evolutivos, é natural que o trabalhador sincero e eficiente receba sempre mais recursos. Onde quer que haja atividades no bem, haverá também ajuda da espiritualidade superior. Aniceto se calou. Continuei observando as atividades de alguns companheiros que dividiam a sala de modo especial, utilizando longas faixas fluídicas. Aniceto me explicou: - Estes amigos estão cuidando da manutenção e segurança. Serão trazidos hoje ao trabalho vários sofredores e é necessário que se limite seu poder de influência nesta casa. Para isso, nossos companheiros preparam as necessários divisões magnéticas. Admirado, notei que eles magnetizavam até o ar. Aniceto, sempre gentil, comentou: - Não se espante, André. Em nossos serviços, o magnetismo é força preponderante. Somos forçados a trabalhar com ele em grande escala. E, sorrindo, concluiu: - Os sacerdotes do antigo Egito já sabiam que, para conseguir determinados efeitos, é indispensável carregar a atmosfera de elementos espirituais, saturando-a de emanações positivas da nossa vontade. Para distribuir as luzes evangélicas aos desencarnados, são necessárias várias providências complexas, sem as quais tudo resultaria em aumento das perturbações. Esta casa é pequena, do ponto de vista material, mas tem grande valor para nós. Não podemos esquecer que é sempre preciso vigiar. Enquanto as atividades de preparação espiritual prosseguiam, D. Isabel e Joaninha tomaram várias providências para o salão. Varreram, tiraram o pó, puseram uma toalha muito branca na mesa e trouxeram pequenos vasilhames de água pura. A um sinal dos dirigentes do grupo, os vigilentes se espalharam em volta da casa simples. Percebia-se a supervisão espiritual até nos menores detalhes. Em tudo via-se ordem, serviço e simplicidade. Logo depois das 18h, começaram a chegar os desencarnados necessitados. Se o homem comum pudesse ver, ainda que de relance, o grupo de espíritos desencarnados, perturbados e sofredores ali reunidos, modificaria muito as atitudes da vida normal, incluindo aí os próprios espíritas, que frequentam reuniões doutrinárias, indiferentes ao esforço para a educação de si mesmos, tendo apenas uma vaga idéia da espiritualidade, preocupados em atender apenas ao egoísmo de sempre. O quadro de modificação interior, depois da morte física, é tão grande e variado que não temos palavras para descrever a imensa surpresa. Aqueles rostos esqueléticos inspiravam compaixão. Aquelas entidades perturbadas chegavam ao salão, em pequenos grupos, seguidas de orientadores amigos. Pareciam cadáveres erguidos do túmulo. Alguns se locomoviam com grande dificuldade. Tínhamos, diante de nós, uma verdadeira reunião de “coxos e estropiados”, como diz o Evangelho. - Na maioria, - explicou Aniceto – são irmãos abatidos e amargurados, que desejam renovar-se sem saber por onde começar. Aqui, só poderemos ver esse tipo de necessitados, porque a casa de Isabel e Isidoro não está preparada para receber entidades deliberadamente más. Cada grupo tem uma finalidade. Realmente, os recém-chegados traziam profunda angústia estampada no rosto. Muitas mulheres choravam. O quadro era arrasador. Algumas entidades mantinham a mão na barriga, pressionando regiões feridas. Não eram poucas as que traziam curativos e faixas. - Muitos – disse-nos Aniceto – ainda não aceitam a realidade da morte física. E toda essa gente, de modo geral, está presa à idéia de doença. Existem pessoas, e vocês, como médicos, sabem disso muito bem, que cultivam as doenças com verdadeiro prazer. Apaixonam-se pelos diagnósticos exatos, acompanham, com ansiedade, a manifestação de qualquer sintoma, estudam a teoria da doença que têm, como nunca fariam no estudo das próprias obrigações, e quando não conseguem as informações em livros, gostam de ficar muito tempo conversando com os médicos, recebendo a atenção de enfermeiros ou ouvindo longas explicações sobre a doença de que são prisioneiras voluntárias. Quando desencarnam, é muito difícil entenderem a verdade, já que continuam mantendo a idéia dominante. Às vezes, no fundo, são boas pessoas, dedicadas à família e úteis em seu meio, mas estão carregadas de viciação mental por muitos séculos seguidos. E, com um gesto diferente, Aniceto considerou: - Levamos muito tempo para escapar da velha redoma do individualismo. A visão da universalidade custa muito caro e nem sempre estamos dispostos a pagar por ela. Não queremos renunciar aos antigos gostos, fugimos dos sacrifícios nobres. Nessas circunstâncias, o mundo que prevalece para o desencarnado, por muito tempo, é o reino pessoal das criações inferiores. Assim, quem idolatrou a doença, colocou-se sob o seu domínio. É lógico que, quando encarnados, devemos ter todo o cuidado para com o corpo físico, que, para nós, funciona como um recipiente sagrado, mas cuidar da saúde e viciar a mente são duas atitudes completamente diferentes e contraditórias.